Resumo 7#-Tratado de Filosofia-Tomo I (Lógica e Cosmologia)-Regis Jolivet-COSMOLOGIA (Parte 4-Final)

COSMOLOGIA

A.Filosofia da natureza

Estuda o primeiro e o segundo grau de abstração,o mundo corporal e o  mundo vivo,correspondem respectivamente a cosmologia e psicologia.

B.Cosmologia

É a parte da filosofia da natureza que trata dos corpos enquanto tais,abstração feita de seres vivos ou não vivos.

A cosmologia parte da observação das propriedades mais gerais dos corpos visando definir sua essência,manifestada por suas propriedades.

As propriedades gerais dos corpos se resumem na quantidade e nas qualidades sensíveis.

Assim se dá a divisão da cosmologia:

I-Da quantidade

II-Das qualidades sensíveis

III-Da natureza dos corpos

 

A QUANTIDADE

A quantidade pode ser considerada pelo aspecto da quantidade contínua e da quantidade descontinua .

A QUANTIDADE DESCONTÍNUA

  1. Noções de unidade e de número

É importante distinguir desde já a unidade numérica, que está ligada à quantidade, e a unidade transcendental, que é estranha à ordem da quantidade.

  1. A   unidade   numérica.   —   A quantidade descontínua é a que se conta, ou mede e exprime-se por um número. Esta tem por princípio a unidade numérica. Assim, “10 ovos” é uma quantidade medida pela unidade-ovo, “10 metros” uma quantidade medida pela unidade metro.

A   unidade  transcendental –  A   unidade   transcendental (de que teremos de falar em Metafísica geral) designa simplesmente a propriedade que possuir o ser de ser indiviso em si mesmo.

Esta propriedade não acrescenta realmente nada ao ser. Significa apenas uma negação, a saber, a negação da divisão; tudo o que e ser é indiviso. Donde o axioma: o ser e o uno são convertíveis. Esta unidade transcendental é princípio da multiplicidade, quer dizer, da coleção de seres indivisos em si mesmos, e distintos uns dos outros, e considerados como distintos: um homem, um cavalo,, uma pedra, um vegetal formam uma multiplicidade ou pluralidade de seres.

  1. A gênese do número.

70        O número se encontra sob formas diversas:

  1.  Na quantidade contínua (número contínuo) : o que é divisível em partes da mesma natureza. As partes do contínuo são tais que o fim de uma será ao mesmo tempo o começo da seguinte. Daí resulta a propriedade da extensão.
  2. Na quantidade descontínua (número descontínuo ou propriamente dito) : o que é feito de unidades da mesma natureza ou de partes atualmente separadas umas das outras ou em simples contigüidade: três cadeiras, cem homens, as peças de uma máquina, os eixos formando um monte.

Distinguem-se o número numerado e o número numerante. O número numerado designa as coisas múltiplas que se somam por um número: três cadeiras, dez homens; o número numerante é o número abstrato, ou tomando absolutamente: 2, 3, 5 etc.

A  QUANTIDADE  CONTÍNUA

  1. A extensão dos corpos.

71         1. Realidade da extensão. — A realidade da extensão foi negada por certos filósofos, em particular os idealistas, que sustentam que a extensão não tem existência real, mas é apenas uma idéia no> espírito (opinião de BERKELEY ou uma simples maneira de sentir (opinião de KANT),

Estas opiniões interessam sobretudo à Crítica do conhecimento. Nós apenas notaremos aqui que elas vão diretamente  contra o juízo espontâneo,  natural e necessário do senso comum, que professa a realidade objetiva da extensão: se um tal juízo fosse falso, toda certeza seria destruída de roldão.

  1. As pretensas antinomias do contínuo. — Outras objeções contra a realidade da extensão (ou do contínuo) foram propostas, em nome de uma análise do contínuo. Estes são os argumentos famosos de Zenão de Eléia.
  2. a) Zenão de Eléia entende que, se a extensão fosse real, tornaria impossível o movimento. A extensão sendo, com efeito, composta de partes em número infinito— pelo fato de que o contínuo é indefinidamente divisível — seria impossível transpor qualquer espaço, uma vez que cada elemento deste espaço seria por sua vez. composto de elementos em número infinito. Como não se pode atravessar o infinito, seria impossível o movimento. Zenão ilustra esta. doutrina pelo exemplo de Aquilese da tartaruga: Aquiles, o de. pés ligeiros, por mais que corra, jamais poderá alcançar a tartaruga. De fato, o movimento é uma ilusão, se a extensão existe; e, se o movimento existe, é a extensão que é a ilusão.
  3. a) Discussão. Contra esta doutrina, existe inicialmente o fato. evidente da realidade do movimento. Além disso, o erro de Zenão é supor que as partes da extensão são descontínuas. Na verdade, elas não são divididas realmente, mas simplesmente divisíveis, © compõem um contínuo que um movimento, igualmente contínuo, pode transpor.

72        3.    Efeitos formais da extensão. — Da   extensão   dos   corpo» resultam o lugar e o espaço.

  1. a)     O lugar. O lugar é a superfície interior de um continente em relação a um conteúdo, mas considerada como imutável e jamais, havendo mudado. Em suma, o lugar é uma determinação fixa 8 invariável do espaço.
  2. b)     O espaço. Pode-se distinguir o espaço do senso comum, o espaço do matemático e o espaço filosófico. Para o senso comum, o espaço aparece como um grande receptáculo de três dimensões, em que podemos, pela imaginação, entender indefinidamente os limites. Este receptáculo contém todo os corpos.

Para o matemático, o espaço é uma grandeza contínua homogênea, onde só existem pontos sem dimensão, superfícies sem espessura etc.

Para o filósofo, o espaço real é o lugar universal dos corpos, a relação das dimensões do universo com tudo o que elas envolvem. Esta definição precisa a concepção imaginativa do senso comum e corrige a convenção matemática. Implica, com efeito, na afirmação de que não existe espaço real sem corpo real: o espaço é, pois, inseparável dos corpos, mas não se confunde com eles. Para encontrar o espaço real, é necessário considerar o universo nas suas dimensões, e estas na sua relação com o que contêm. O espaço é, assim,  uma relação  de dimensões.

 

  1. O  movimento.
  2. 1. Noção. — Para o senso comum, o movimento consiste na passagem de um lugar para outro. Isto é verdade, mas não define o movimento senão exteriormente, e só se aplica ao movimento local.
  3. a) Elementos da definição. Para definir filosòficamente o movimento, é necessário utilizar as noções de ato e de potência, que pertencem à Metafísica geral. Aqui, será suficiente saber que A potência é a aptidão de um ser a tornar-se ou a receber alguma coisa (Pedro está em potência para receber a ciência, a água fria está em potência para tornar-se vapor), enquanto que o ato é o fato, puni um ser, de ter recebido ou de se haver tornado esta coisa que podia receber ou tornar-se (Pedro, tendo adquirido ciência, é sábio em ato. água, aquecida, a 100 graus, está quente em ato).
  4. b) Definição. Considerado na sua essência, o movimento se define, então, com o ato daquilo que está em potência, enquanto estando em potência, Para compreender esta definição comecemos pela transformação. Pedro vai iniciar o estudo do latim. Ele o podo aprender, em virtude de sua qualidade de ser inteligente e, mais proximamente, em virtude de seus primeiros estudos de gramática, está, claro, com potência para saber latim. Desde que o saiba, será latinista em ato. Terá, então, passado da potência ao ato.   É esta passagem que constitui o movimento: é um ato     (ou uma sucessão de atos), uma vez que consiste na aquisição progressiva dos elementos do latim; mas é o ato de um ser em potência, uma vez que Pedro não é ainda latinista perfeito. Quando o for, o movimento cessará. O movimento é, portanto, o ato de uma potência enquanto tal, quer dizer, um ato começado, que prossegue, que não chegou ainda a seu termo derradeiro.
  5. Divisão. — A noção do movimento se aplica, não somente ao movimento local, mas, por analogia, a toda transformação, e não somente à ordem material, mas também à ordem espiritual (raciocinar, meditar, são movimentos).
  6. O tempo.

74        1. Noção. — O tempo se define como o número ou a medida do movimento. Com efeito, não se pode conceber o tempo sem O movimento, e isto resulta do fato de que distinguimos os progressos (ou fases) do movimento enquanto se sucedem uns aos outros. O tempo é, pois, uma espécie de número. Mas não é um número descontínuo: é um número continuo e fluente.

Cumpre distinguir o tempo, da duração. Esta não faz senão significar a permanência no ser, haja ou não sucessão. O tempo supõe a sucessão. Quem suprime a sucessão suprime o tempo.

  1. Os diferentes tempos. — Distinguem-se:
  2. a)     O tempo concreto ou vivido. É aquele que resulta do -movimento vivido por cada ser. O tempo pode ser mais ou menos vivido, conforme a rapidez ou a lentidão do movimento vivido por este ser. Durante o sono, o tempo quase desaparece, em conseqüência do relaxamento da atividade psíquica (ou movimento psíquico). De outras vezes, desde que a atividade é intensa, o tempo parece, ao contrário, precipitar-se.
  3. b)     O tempo abstrato. É o tempo uniforme, e vazio que nos representamos como uma linha, ao longo da qual se situam os acontecimentos do universo.
  4. c)     O tempo objetivo. É o tempo resultante do movimento da Terra nobre si mesma, eque foi tomado como unidade,  (um dia de vinte e quatro horas).   Este tempo uniforme  não depende de nós, se bem que, sem um espírito que numere (ou meça) o movimento da Terra, o tempo não existiria em ato, mas apenas em potência no movimento da Terra.

75        3.    Os elementos do tempo.

  1. a)     Presente, passado, futuro. O tempo se compõe, essência mente, de três partes: o passado, o presente, o futuro. Só o presente  existe: o passado já não é e o futuro ainda não é. Isto prova, ainda, que o tempo, tomado na sua totalidade, não existe realmente a não ser no espírito, que, graças à memória, conserva o passado e, pela previsão, antecipa o porvir.
  2. b)     A duração concreta. A duração concreta, contudo, quer dizer, o próprio ser, enquanto permanência do ser na sucessão, realiza de alguma forma a presença simultânea do passado e do futuro no presente. O presente do ser, que dura, é, com efeito, o passado acumulado, e ao mesmo tempo o futuro potencial, sob a forma das virtualidades de que está carregado.
  3. c)     O presente. O presente é como um ponto-limite e perpetuamente movente entre o passado e o futuro. Considerado abstratamente, não comporta nenhuma multiplicidade interna, nenhuma sucessão de atos. Mas pode-se falar também de um presente concreto, psicológico, que comporta uma certa sensação de multiplicidade interna: é o tempo exigido para que a consciência apreenda como um todo sintético e único uma sucessão de movimentos. É assim que uma frase (sucessão de palavras) é dada num presente concreto. Na realidade, como se vê, este presente concreto, síntese de sucessões, encerra os três elementos do tempo.
  4. O tempo e a eternidade.
  5. a)     O tempo corresponde ao que muda, ao que comporta a sucessão e o vir-a-ser. — A eternidade é uma duração, quer dizer, uma permanência de ser, sem nenhuma sucessão e, daí, sem começo nem fim. Pode-se dizer, em outras palavras, que é um eterno presente, uma posse perfeita e total do ser.
  6. b)     O tempo poderia não ter começo nem fim. Deus, com efeito, teria podido criar um tal tempo.   O tempo, assim concebido, não mudaria de natureza e não se confundiria de forma alguma com a eternidade, uma vez que não deixaria de ser sucessão e vir-a-ser, enquanto que a eternidade, sendo posse perfeita do ser, exclui necessariamente toda sucessão e todo vir-a-ser.

AS QUALIDADES SENSÍVEIS

  1. Noção.

75bis    1.   Natureza da qualidade. —   A qualidade é uma maneira de ser que afeta as coisas em si mesmas. Seu domínio é muito mais amplo que o da quantidade, uma vez   que   a   qualidade se aplica ao espírito tanto quanto ao corpo, ao contrário da quantidade, que não tem realidade a não ser no domínio corporal.

  1. A objetividade das qualidades sensíveis. — Não   se   trata aqui de negar a realidade empírica (ou aparente)   das qualidades sensíveis, que se impõe por si mesma. Mas certos filósofos se perguntaram se as  qualidades  sensíveis têm,  objetivamente falando, toda a realidade que lhes atribuímos espontaneamente, quer dizer, se, por exemplo, a cor, o calor, o peso etc. existem, como tais, fora de nós.  Devemos aqui apenas assinalar este problema e remetê-los para sua discussão à Psicologia, onde o encontraremos, no estudo da sensação.
  2. Divisão das qualidades.
  3. Divisão acidental. — Desde  Locke,   distinguem-se as qualidades primárias e as qualidades secundárias, correspondendo respectivamente ao que os  escolásticos  chamavam sensíveis  comuns e sensíveis próprios.   As qualidades primárias são as que se referem à quantidade, a saber, a extensão, figura ou a forma, movimento e a resistência. — As qualidades secundárias são as que são objeto de um sentido próprio: cor e luz (vista), som (audição), sabor (paladar), odor (olfato), qualidades táteis e calor (tato) etc. Esta  divisão   é  feita  de  um ponto-de-vista  acidental.   Além disso, o movimento não é, propriamente, uma qualidade, mas recai, por redução, na categoria do lugar. Da mesma forma, a extensão, recai na quantidade.
  4. Divisão essencial. — Colocando-se do ponto-de-vista da essência da qualidade, quer dizer, das diversas maneiras pelas quais um sujeito pode ser modificado, obtêm-se as quatro espécies de qualidades seguintes:
  5. a)     A disposição. Chamam-se assim as maneiras de ser que afetam a própria natureza de um ser, seja espiritual (o dom da música), seja corporal   (saúde).
  6. b)     A potência e a impotência. São estas qualidades que afetam o sujeito, enquanto suscetível de atividade (Pedro pode fazer sem fadiga uma longa marcha ou um trabalho de várias horas seguidas. Paulo é incapaz disto).
  7. c)     As paixões. Sob este nome (usa-se também o de qualidades passíveis), agrupam-se as qualidades que resultam de uma alteração (cor, som, sabor, calor, odor etc.) ; — e as que causam a alteração (propriedades químicas ou físicas; eletricidade,  por exemplo).
  8. d)     A figura e a forma. Designam-se assim as qualidades que determinam   (ou  particularizam)   a  quantidade de um sujeito.
  9. A medida das  qualidades.

A experiência nos mostra que as qualidades podem ter graus (a água é mais ou menos quente; uma fazenda é mais ou menos vermelha; um sabor é mais ou menos pronunciado etc.) Esta constatação nos leva a perguntar se não seria possível medir as qualidades, quer dizer, reduzi-las de alguma forma ao número (e por conseguinte à quantidade).

  1. A medida  indireta. — Os   processos  usados  nas  ciências para medir as qualidades  (ou fenômenos)  já nos  são  mais familiares.

Quando se consulta o termômetro, sabe-se que as variações do calor nele se denunciam pelo movimento da. coluna, de  mercúrio no tubo graduado. Vê-se perfeitamente que se trata apenas de uma medida indireta  do calor,   completamente  diferente da medida de uma quantidade, que se faz por comparação com uma outra quantidade: vinte graus de calor não são a soma de vinte vezes um grau de calor. – Para  realizar estas medidas indiretas, as ciências recorrem,

Ora à medida da massa, ora à medida dos efeitos quantitativos (termômetro, barómetro, galvanômetro etc), — ora à medi da das relações e das proporções, que consiste em comparar entro si medidas de massas ou de efeitos quantitativos.

  1. A medida analógica. — Era todos estes casos, a medida duma qualidades não é evidentemente mais do que uma medida por analogia. A qualidade, como tal, não é suscetível de medida; em outras palavras, não é redutível a um número. Daí se segue que a diversidade  qualitativa, como tal, escapa à ciência, que apenas  nos pode dar uma representação simbólica do real.

 

A  MATÉRIA  E   A   FORMA   OU   A  ESSÊNCIA DOS  CORPOS

  1.       A questão da essência dos corpos não é um problema importante para as ciências físico-químicas. Ultrapassa, com efeito, a competência do puro físico, enquanto se trata de descobrir, não precisamente os elementos dos corpos (moléculas, átomos, íons, elétrons, nêutrons, prótons etc), que compõe o objeto das ciências, mas os princípios intrínsecos de sua constituição. Em outros termos, o físico não vai jamais, ou não pode ir, enquanto físico, além dos corpos, porque mesmo os elementos dos corpos, por menores que sejam, são ainda corpos. A Cosmologia, ao contrário, partindo unicamente da experiência, e utilizando-se dos resultados das ciências físico-químicas,

decide ir além do corpo e determinar os princípios de que resultam, não enquanto são tais ou tais corpos, mas enquanto são, puni e simplesmente, corpos.

 

A TEORIA HILEMÓRFICA

77        O nome de teoria hilemórfica (de duas palavras gregas que significam matéria e forma) foi dado à doutrina, proposta inicialmente por ARISTÓTELES, que define a essência dos corpos como resultante da união de dois princípios chamados matéria e forma.

  1. Matéria e forma.
  2. a) Noção. Os corpos comporiam a matéria, que é uniu matéria determinadas a matéria do corpo humano difere da de uma pedra ou da do ar. Mas de onde vem a diferença que existe entre estas diversas matérias? Não vem da própria matéria como tal, pois vemos que esta é suscetível de todas as transformações, em virtude de uma espécie de inércia, ou plasticidade que lhe ê própria. A diferença deve então provir de um outro princípio que se chama a forma substancial e que, apropriando-se da matéria indeterminada (ou prima)faz com que seja tal matéria (matéria segunda: corpo humano, pedra, vegetal). O corpo, como tal, tem então dois princípios constitutivos intrínsecosa matéria primeira e a forma substancial (assim chamada porque, por sua união, com a matéria, constitui uma substância corporal determinada).
  3. b)     A matéria e a forma como potência e ato. Desta análise, vê-se, ao mesmo tempo, recorrendo-se às noções dadas acima (73) sobre o ato e a potência, que a matéria-prima é potência e pura potência, quer dizer, capaz de converter-se em qualquer corpo, graças a sua absoluta indeterminação original. Por sua vez, a forma substancial é ato, porquanto é por ela que a matéria se torna tal corpo. E por isto que se diz que a forma ê ato da matéria. Assim, a alma racional (forma substancial) é o ato que faz da matéria-prima um corpo humano.
  4. c)     A matéria e a forma como princípios de ser. É preciso bem compreender que a matéria-prima não existe e não pode existir como tal. Toda matéria real é matéria segunda, quer dizer, determinada por uma forma substancial. Do mesmo modo, a forma, .substancial (salvo o caso da alma humana, como se verá em Psicologianão existe e não subsiste sem matéria. Com efeito, matéria-prima e forma substancial não são seres, mas apenas princípios de ser.

78        2.    União da matéria e da forma.

  1. a)     A unidade resultante da união da matéria e da forma é uma unidade essencial, quer dizer que forma uma única essência ou espécie.
  2. b)     A união da matéria e da forma se faz sem intermediário, uma vez que a forma substancial é o ato primeiro da matéria. Ou dois princípios do corpo se unem então por si mesmos, sob a ação de um agente físico, e formam por si mesmos um corpo único, uma única substância (o homem, composto de um corpo e de uma alma, é um ser único).
  3. Atividade e passividade no corpo.— Os corpos aparecem ao mesmo tempo como ativos e passivos. Estão sujeitos ao que a ciência chama inércia, quer dizer, a uma impotência para modificar por si mesmos seu estado, e ao mesmo tempo manifestam, sob a provocação de agentes físicos, atividades determinadas: o fogo queima, o corpo do animal se move, a árvore cresce e dá frutos. Estes dois aspectos contrários das realidades corporais se explicam pelo duplo princípio que os constitui: a matéria é, assim, princípio de passividade e de inércia, enquanto que a forma é princípio de atividade.

 

79         4.    A noção de espécie.

  1. a)     Definição. Todo corpo pertence a uma espécie determinada, quer dizer, a uma categoria de seres com a mesma natureza (espécie mármore, espécie carvalho, espécie lobo, espécie humana). É a forma substancial que é, no corpo, o princípio específico, quer dizer, o princípio que, unindo-se à matéria, produz um ser de uma iluda espécie.
  2. b)     A forma é o fundamento da diferença específica. É então a forma substancial que servirá para definir o que se chama a diferença específica, quer dizer, o caráter essencial, que situa um ser numa dada espécie. Assim, a diferença específica do homem (animal racional) será o caráter de racional, que define a forma substancial do homem ou alma racional.
  3. c) As formas substanciais e, por conseguinte, as diferenças específicas da maior parte dos seres permanecem desconhecidas na sua essência. Daí se definirem estes seres por suas propriedades ou, mesmo simplesmente, em certos casos, por seus caracteres exteriores: é assim que se definirá a espécie carvalho descrevendo a forma das folhas e do fruto deste vegetal.
  4. A forma acidental. — Todo ser corporal pode receber formas acidentaisque não mudam sua natureza, mas apenas sua maneira de ser. Assim, o mármore (matéria segunda) pode tornar-se estátua ou coluna, ou bacia, estátua de Júpiter ou estátua do Mercúrio. A água pode tornar-se vapor ou gelo. As formas acidentais são atos segundos em relação ao corpo, que está em potência destes atos diversos.

 

O PRINCÍPIO DA  INDIVIDUAÇÃO

  1. O problema da individuação. — Apresentou-se a questão de saber se a individuação (o fato de ser um indivíduo, quer dizer, um ser uno em si mesmo e distinto dos outros) provém da matéria ou da forma substancial. Esta questão se apresenta com o fim de explicar como uma espécie (por exemplo, a espécie humana) pode comportar indivíduos múltiplos (João, Tiago, Paulo etc), quer dizer, comportar seres ao mesmo tempo idênticos (uma vez que têm todos a mesma natureza) e distintos (uma vez que um não, é o outro).
  2. A individuação pela matéria. — Responde-se comumente que é a matéria que é o princípio da individuação. Com efeito, a forma, por si mesma, é universal (assim, a razão, que faz o homem, nadatem por si de individual; uma razão que não seja mais do que razão formaria por si só uma espécie). Ao contrário, recebendo a forma, a matéria, por estar dotada de quantidade, quer dizer de dimensões e, por conseguinte, de finitude, limita e restringe a forma, determina-a, e, portanto, a individualiza.

    

A   VIDA

 

A  VIDA EM GERAL

81         1.    Noção.

  1. a)     O movimento imanente. A vida é uma realidade muito simples para que a possamos definir. Pode-se, apenas, descrevê-la em sua manifestação pelo movimento espontâneo e imanente, quer dizer, por um movimento que o ser vivo produz por si mesmo, por seus próprios recursos e que tem seu termo imediato no próprio ser vivo — movimento aqui, não apenas no sentido de movimento local, mas de toda passagem da potência ao ato e mesmo de toda operação (73). Assim, o ser vivo se move, enquanto que o não-vivente é movido.
  2. b)     Natureza do movimento imanente. Quando se diz que o ser vivo se move por si mesmo, não se quer dizer que ele seja o principio absolutamente primeiro do movimento. Na realidade, mesmo o movimento que parte dele está condicionado, no seu exercício, por um conjunto de causas de que depende a todo momento. Por exemplo, a árvore cresce e frutifica (movimento imanente, sinal de vida) mas o ato de crescer e de frutificar depende da natureza do terreno e das energias solares. Daí dizer-se universalmente que tudo o que se move é movido por um outro ser, isto é, dependede um outro ser no exercício de sua atividade. Se, então, se afirma que o ser vivo se move a si mesmo, é no sentido de que O movimento não lhe é comunicado mecanicamente de fora (como é o caso do movimento da pedra), mas resulta, sob a ação das causas que o tornam possível, do próprio princípio vital, quer dizer, dedentro mesmo do ser vivo.
  3. A alma, princípio do movimento.
  4. a)     Todo corpo vivo é vivo pela presença de uma alma, distinta da matéria corporal. O corpo, enquanto matéria, não é capaz de se mover. Como se viu mais acima, o seu movimento provém da forma substancial, que, nos seres vivos, recebe o nome de
  5. b)     É, pois, forçoso, rejeitar a teoria fisico-química ou materialista, segundo a qual a vida se explicaria adequadamente por combinações de forças físico-químicas e seria, por conseguinte, redutível a uma propriedade da matéria.

A matéria é passiva; o ser vivo é ativo. A matéria se expande do exterior, por adição de elementos homogêneos; o ser vivo se expande do – interior, por intussuscepção e assimilação, e segundo um plano em que se exprime uma lei imanente. Da mesma forma, o ser vivo se reproduz, o que não pode fazer a matéria.

82        3.    Os  graus da vida.

  1. a)     Distinguem-se três graus de vida: a vida vegetativa (plantas) — a vida sensitiva (animais), — a vida racional (homens), que têm por princípios, respectivamente, as almas vegetativa, sensitiva, racional.

O homem, natureza intelectual, não possui três almas, se bem que possua as potências vegetativa, sensitiva e racional, assim como o animal não tem duas almas, vegetativa e sensitiva. A alma superior assume as funções dos graus inferiores: a alma do animal é, ao mesmo tempo, vegetativa e sensitiva; a alma humana é, ao mesmo tempo, vegetativa, sensitiva e racional.

  1. b)     As funções vegetativas e sensitivas não ultrapassam o nível do corpo, e a alma, que é o seu princípio, se acha unida indissoluvelmente à matéria. Por isto, não sobrevive à dissolução do composto. Isto não se aplica à alma humana, em que as operações superiores se processam sem o concurso intrínseco (mas com o concurso apenas extrínseco, quer dizer, a título de condição dos órgãos corporais. A alma humana é, pois, na sua existência, independente do corpo e subsiste a dissolução do organismo corporal.

O PROBLEMA   DA   EVOLUÇÃO

  • 1.   A hipótese Evolucionista

82        1. A tese evolucionista. — O estudo cada vez mais extenso e preciso das espécies que compõem a fauna e a flora do globo terrestre, a descoberta de numerosos fósseis que pertencem às espécies atuais, mas que possuem caracteres somáticos menos acentuados do que os que se encontram hoje, a descoberta de espécies inteiramente extintas, mas que parecem ligar-se às espécies sobreviventes, assim como outros fatos, deram, ainda no século XIX, uma grande voga ao que se chama a teoria transformista ou evolucionista, segundo a qual todas as espécies atuais, vegetais e animais, do globo, proviriam, por via de evolução, de um pequeno número de troncos primitivos ou mesmo de um único primitivo.

  1. As diferentes formas do evolucionismo.
  2. a)     LamaRck. Foi Lamarck, professordo Museu de História Natural de Paris, o primeiro que formulou com clareza a hipótese evolucionista, nela especificando que os fatores (ou causas) da evolução seriam, a seu ver, os três seguintes: o meio, a hereditariedade, o tempo. As variações do meio (clima, alimentação, temperatura) provocam transformações diversas nos corpos vivos. E assim também as necessidades, determinadas pelo estado do meio, e que criam pouco a pouco os órgãos suscetíveis a satisfazê-las (donde o princípio lamarckiano: “a função cria o órgão”)- Essas transformações se transmitem por hereditariedade e se fixam na espécie.
  3. b)     Darwin. Darwin retoma as idéias de Lamarck, substituindo pela concorrência vital ou luta pela vida a explicação que Lamarck atribuía à ação do meio. Todo ser vivo, diz Darwin, esta em luta contra o meio e contra as espécies concorrentes. Esta luta produz uma seleção natural, no sentido de que os indivíduos mais fracos sucumbem e que só sobrevivem os mais fortes e mais aptos. Ela é, por isto mesmo, uma fonte de diferenciações entre os indivíduos. As diferenças favoráveis e úteis se avolumam com o uso e se transmitem por hereditariedade.
  4. c) DE VRIES.  O naturalista DE VRIES sustentou que  a evolução não se completa, como o pensaram Lamarck e DARWIN, por pequenas variações contínuas, mas por mutações bruscas e de grande amplitude, desencadeadas pelo jogo de influências fortuitas.
  • 2.   Estado atual da questão

84       Dois problemas estão em jogo: o do fato da evolução e o do mecanismo da evolução.

  1. O fato da evolução. — Os sábios parecem estar de acordo em reconhecer a realidade de uma evolução, ao menos nos limites dos gêneros e das espécies. Haveria, então, na origem das espécies e dos gêneros atuais, um pequeno número de troncos que, por diferenciações sucessivas, teriam pouco a pouco dado nascimento à multiplicidade atual. Parece que provas suficientes corroboram esta opinião. Quanto a estender mais longe o domínio da evolução, quer dizer, ligar os troncos, que estão na origem das espécies atuais, a tipos mais gerais, e, estes, a um único tipo inicial, é, ao menos, no momento, ultrapassar o que permitem afirmar os fatos conhecidos e realmente estabelecidos.
  2. O mecanismo da evolução. — Se existe evolução, como se produz ela.
  3. a)     As teorias de Lamarck e de DARwin estão hoje quase abandonadas, como explicações gerais da evolução. Com efeito, as transformações não se puderam produzir por graus insensíveis, como o pensavam Lamarck e Darwin, pois do contrário de nada teriam valido. — O meio não tem a influência imaginada por Lamarck. — A função não cria o órgão, mas, ao contrário, o supõe. — A seleção se processa geralmente ao acaso. — A hereditarieda-de não parece transmitir os caracteres individuais adquiridos, mas simples disposições. Além disso, estas teorias não levam em conta os fatos das mutações, que são exatos.
  4. b)     O mutacionismo parece melhor adaptado aos fatos conhecidos. Mas está longe de responder a todos os problemas que o fato da evolução levanta. Em particular, a extensão das mutações, por importante que seja, é pouca ainda para poder avaliar a formação de grupos superiores às espécies e aos gêneros (quer dizer, de famílias ou ordens). De outra parte, grandes mutações, como as que produziram gêneros novos, equivaleriam a verdadeiras criações e não mais permitiriam falar de evolucionismo.
  5. c) Em qualquer hipótese, é impossível restringir-se a uma. explicação puramente mecânica da evolução, como o tentaram LA-MARCK e Darwin. Jamais se explicará a vida e suas transformações pelo simples jogo de fatores externos, físicos ou químicos. Estes não são para os seres vivos mais do que ocasiões de manifestar as virtualidades ou potências inscritas na sua natureza. Em conseqüência, toda teoria da evolução deverá ser ao mesmo tempo me-canista e finalista, experimental e metafísica. O primeiro princípio da evolução é, inicialmente, a idéia (ou forma), que é o ser vivo, com todas as potências de transformação que se incluem nesta idéia ou forma. Os fatores externos, mecânicos e químicos, intervém de maneira mais ou menos eficaz como condições determinantes da potência evolutiva.

Resta descobrir quais puderam ser o modo de ação e a amplitude destes fatores externos. Este é o domínio da ciência. Até aqui, as certezas adquiridas são muito limitadas e o processo da evolução permanece ainda muito misterioso.

85       3.   As origens humanas.

  1. a)     O problema. As observações que fizemos valem com mais, forte razão para a espécie humana. Resultará ela, por evolução, de espécies animais anteriores? Nada permite afirmá-lo de maneira absolutamente certa.
  2. b)     Limites da teoria evolutiva. Admitindo, contudo, a possibilidade, e, mesmo, até um certo ponto, a probabilidade de uma tal evolução (de vez que numerosos fósseis parecem sugerir, quando não antepassados da espécie humana [homo sapiens], ao menos tipos aparentados, mais ou menos próximos destes hipotéticos ancestrais), a evolução jamais poderá constituir uma explicação adequada da espécie humana,, porque entre o animal e o homem há um abismo intransponível, uma radical separação. A evolução, se verdadeiramente se verificou, então deve ter-se limitado à preparação do corpo humano, que não se tornou efetivamente um corpo humano a não ser pela criação por Deus da alma espiritual Se bem que seja necessário falar, mesmo neste caso, de uma criação-imediata por Deus do corpo e da alma do primeiro homem.

Vê-se assim que, segundo esta hipótese, o homem existiria realmente sem antepassados, se pelo menos fôr tomada esta palavra no sentido próprio. Não será, portanto, lícito empregá-la (como o fizemos acima), a não ser no sentido limitado e impróprio, que resulta do que acabamos de dizer.

Fonte:

http://www.consciencia.org/cursofilosofiajolivet10.shtml

 

 

 

 

 

 

 

 

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Resumo 7#-Tratado de Filosofia-Tomo I (Lógica e Cosmologia)-Regis Jolivet-LOGICA MAIOR (Parte 3)

LÓGICA MAIOR

A lógica maior considera a matéria do conhecimento e determina os caminhos a seguir para chegar segura e rapidamente a verdade.

Introduz a noção de verdade,das condições que permitem a inteligência considera-la como certa(conforme as coisas),estuda os sofismas,que são quando o falso se apresenta com a aparência de verdade.

Estuda também a metodologia em geral e das ciências particulares.

 

Divisão da lógica material

A lógica maior divide-se em:

a)Condições de certeza-método em geral:Além dos processos de demonstração cientifica,análise,síntese,noção de ciência e das ciências.

b)Os diferentes métodos

 

CAPÍTULO 1: CONDIÇÕES DE CERTEZA

Art.I-Verdade e erro

Verdade

A verdade pode ser classificada como verdade ontológica ou lógica.

Verdade ontológica:É o ser das coisas.As coisas são verdadeiras a medida que estão de acordo com as ideias as quais foram feitas.

Verdade lógica:É a conformidade da inteligência ás coisas,ou seja a verdade ontológica.

A verdade lógica só existe no juízo,pois afirma uma relação de conveniência ou não conveniência.Ex:’’Este ouro é puro’’ é uma verdade lógica, enquanto se falarmos apenas ‘’ouro puro’’não exprimimos nem verdade nem erro.

 

Definições subjetivistas de verdade

Alguns autores consideram a verdade como acordo do pensamento consigo mesmo.

a)Definição cartesiana:Define a verdade como a clareza e distinção dá ideia que temos do objeto.

Objeção:É possível ter ideias claras e distintas e não serem verdadeiras ou falsas.Assim serão apenas se colocadas em um juízo.

Diversos estados da inteligência em presença da verdade

A.A ignorância

É um estado que consiste na ausência de qualquer conhecimento relativamente a um objeito.

A ignorância pode ser:

a)Vencível ou invencível:conforme a nossa capacidade ou não de vencê-la.

b)Culpável ou desculpável:conforme seja ou não nosso dever fazê-la desaparecer.

B.A dúvida

Estado de equilibro entre a afirmação e a negação.

Pode ser:

a)Expontânea-abstenção da inteligência devido a falta de exame.

b)Refletida-Decorrente do exame das razões pró e contra.

c)Metódica-Suspensão provisória do assentimento,afim de controlar-lhe o valor.

d)Universal-Consiste em tomar toda asserção por incerta.

C.A opinião

É o estado de inteligência que afirma com medo de enganar-se.Difere da dúvida pois na opinião afirma sem ter eliminada todas as razões para negar.

O valor da opinião depende da probabilidade das razoes que a fundamentam.

 

D.Certeza ou evidência

É o estado da inteligência que consiste na adesão firme a uma verdade conhecida,sem temor de enganar-se.É fundamentada pela certeza.

Divisão da certeza

Quanto ao fundamento

a)Metafisica(ou racional):Baseada sobre a essência das coisas,de modo que a asserção contraditória é inconcebível e absurda.Ex:’’O todo é maior que a parte’’.

b)Física(ou empírica):Baseada sobre a experiência ou leis da natureza material.A contraditória é falsa mais não absurda ou inconcebível.Ex:’’O metal é condutor de eletricidade’’.

c)Moral:Baseada na lei psicológica ou moral,sendo a asserção verdadeira no maior número de casos.Ex:’’A mãe ama seus filhos’’.

 

Quanto ao modo de obte-la

a)Imediata ou mediata:

Imediata se adquirida do primeiro exame do objeito,Mediata se adquirida por demonstração.

b)Intrínseca ou extrínseca:Intrínseca se resulta da visão do próprio objeto,extrínseca se provém da autoridade de alguém que viu o objeto.

Todas as asserções históricas apresentam apenas certeza extrínseca.

Quanto à perfeição

3232132

O ERRO

Pode ser definido como a não conformidade do juízo com as coisas.

A diferença entre  o erro e a ignorância é que a ignorância consiste em não saber e não afirmar ,enquanto o erro não sabe e afirma,crendo saber.

Causas do erro

O erro pode ter causas lógicas e morais.

a)Causas lógicas:Decorrem da fraqueza natural da inteligência(falta de atenção,memória,penetração,etc,,).

b)Causas morais:São três as principais:

a)Vaidade:Quando nos fiamos demais em nossas luzes pessoais.

b)Interesse:Que é quando preferimos as asserções que nos são favoráveis.

c)Preguiça:Por causa da preguiça,fugimos do trabalho e da informação necessárias,aceitando sem controle as informações.

Remédios contra o erro

Como as causas de erro tem causas lógicas e morais,nada mais natural que os meios para combate-lo sejam da mesma natureza.

a)Remédios lógicos:’’Higiene intelectual’’.Desenvolver a retidão da inteligência pela aplicação metódica de regras lógica,além do controle da imaginação e do desenvolvimento da memória.

b)Remédios morais:Consiste em cultivar o amor pela verdade.Desconfiar de nós mesmos,julgar com imparcialidade,proceder com paciência e perseverança na busca da verdade.

Art II-Os sofismas

A.NOÇÕES GERAIS

Sofisma é o raciocínio errado que se apresenta com as aparências de verdade.

Se cometido de boa fé é chamado de paralogismo.

Divisão

Os sofismas podem ser sofismas de palavras ou de ideias.

B.SOFISMAS DE PALAVRAS

Baseiam-se sobre a aparente identidade de algumas palavras:

a)Equívoco:Consiste em tomar uma mesma palavra,em sentidos diferentes.Ex:

23213213213

b)Confusão entre sentido composto e sentido dividido :

Ocorre quando se reúne no discurso de modo coletivo,aquilo que está dividido na realidade,ou ainda,quando se divide no discurso(toma-se separadamente) aquilo que na realidade é apenas um.

Ex:

24343465

c)Metáfora:Consiste em tomar a figura pela realidade.

C.SOFISMAS DE IDÉIAS OU DE COISAS

Provém da ideia e incidem sobre as coisas.

Dividem-se em sofismas de indução e sofismas de dedução.

Sofismas de indução

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Sofismas de dedução

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D.REFUTAÇÃO DOS SOFISMAS

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Art III-Critério da certeza

A.NATUREZA DO CRITÉRIO

Definição

Critério é o sinal graças ao qual se reconhece uma coisa e se a distingue de todas as outras.

Critério da verdade:Sinal por meio de qual reconhecemos a verdade e nos permite afirme que ‘’isto é verdadeiro,isso é falso’’.

O critério supremo

Existem critérios particulares como os critérios históricos,matemáticos,morais,etc..,e existe o critério supremo da verdade e da certeza,sinal distintivo de toda espécie de verdade,que não supõe nenhum outro e aos quais os outros critérios se subordinam.Constitui-se no motivo ultimo de qualquer certeza.

 

B.A evidência

O critério supremo da verdade de que falamos acima é a evidência.

Ela é o motivo ultimo de toda a certeza.

 

Natureza da evidência

Evidência é a plena clareza com a qual a verdade se impõe a adesão da inteligência.

BIRULAIBE

A evidência é o motivo supremo da certeza

Tudo que é evidente é necessariamente verdadeiro,e tudo que é verdadeiro é necessariamente evidente.

Isso é provado:

a)Pela natureza da evidência:O critério da verdade trata daquilo que é necessário e suficiente para a inteligência dar o seu assentimento.

b)Pelos caracteres da evidência:

Sem título

c)Tudo que é verdadeiro  e só o que é verdadeiro é evidente:Só a verdade tem o caráter essencial de poder ser discernida do erro.

CAPÍTULO 2: DO MÉTODO EM GERAL

Art I-Noções gerais

A.NATUREZA E IMPORTÂNCIA 

Método é ‘’A ordem que se há de impor aos diversos passos necessários para atingir um fim dado’’.

B.DIVISÃO

Entre os diferentes métodos, os principais são:

a)Método de invenção e método de ensino

A invenção se faz mais frequentemente por indução(análise),enquanto o ensino tem por característica proceder por dedução(Sintese).No entanto uma e outra operação podem ser usadas na invenção e no ensino:

b)Método da autoridade e método cientifico

O método da autoridade é baseado no valor intelectual ou moral daquele que propõe certa doutrina ou ideia.É método obrigatório em matéria de fé.

Este método recorre a razão,demonstrando que as verdade a se crer estão obedecendo á força da verdade(Evidência extrínseca).Posto deste modo,pode ter valor cientifico.

No entanto ao se falar de autoridade humana,este método pode levar a estagnação da ciência e cair no erro de conferir uma infalibilidade que as autoridades humanas não tem.No entanto,podemos se servir da autoridade humana para ‘’guiar a indagação ou confirmar asserções demonstradas segundo as exigências cientificas.

Para Santo Tomás,O argumento da autoridade é o mais fraco de todos.

O método cientifico é aquele que procede por meio de demonstração e recorre a evidencia extrínseca.

c)Método experimental e método racional

Método experimental é aquele que se apoia sobre os fatos da experiência e tem por critério a verificação pelos fatos da experiência sensível.

O método racional procede em razão de exigências lógicas e racionais.Utiliza-se dos processos de indução e dedução.

Método empirico-racional parte da experiência sensível,visando chegar as realidades inteligíveis,e para isso se utiliza da indução, dedução e raciocínio.

d)Métodos de construção e sistematização:organizam o saber em sistemas ou teorias.

Art II-Processos gerais do método

A

DEMOSTRAÇÃO

A demonstração é todo aquele raciocínio que se baseia em princípios certos e conduz a conclusões certas.

É o silogismo do necessário,ou seja,silogismos compostos de proposições necessárias.

Espécies de demonstração

a)Racional ou experimental

A demonstração racional se apoia em juízos analíticos e as experimentais  sobre os juízos sintéticos.

B

b)Direta ou indireta

Direta se vai diretamente a conclusão,indireta se faz rodeios,como por exemplo,a demonstração por absurdo.

c)Absoluta ou ad hominem

Absoluta se basta-se a si mesma e  vale para todas as inteligências,ad hominem se parte de princípios admitidos por aquele a quem se dirige,afim de faze-lo admitir uma conclusão ou tese.

d)Dedutiva ou indutiva

Princípios da demonstração

A demonstração possui princípios formais e materiais:

a)Princípios formais:Para ser valida a demonstração deve respeitar os primeiros princípios e as leis fundamentais do ser:principio da identidade,da contradição,principio da razão suficiente.

b)Princípios materiais:Cada ciência particular possui princípios próprios,que enunciam a natureza de seu objeto e suas demonstrações (definições ) e com os quais as demonstrações devem estar de acordo(postulados).

Os postulados não são demonstráveis por definição.

ANALISE E SINTESE

Noção

A analise ou divisão:Operaçao que permite discernir em um todo complexo,o que é essencial e o que é acidental.É uma divisão física ou metafísica.

Síntese é a composição que consiste em ir das partes ao todo,como a passagem do simples ao complexo.É uma composição física ou metafísica.

Espécies

A análise e a síntese podem ser:

C

CAPÍTULO 3: A CIÊNCIA E AS CIÊNCIAS

Art I-Noção de ciência

Ciência é:

a)Objetivamente:É o conjunto de verdades certas e logicamente encadeadas entre si.

b)Subjetivamente:É o conhecimento certo das coisas pelas suas causas ou leis.

 

Ciência de explicação e ciências de constatação

Ciências de explicação:É a ciência do porque.São ordenadas a determinar a causa ou a razão daquilo que cada coisa é.Incidem sobre a essência das coisas.Levam a formulação de leis metafísicas,físicas ou morais.

Ciência de constatação :É a ciência do como.Aplicam-se a determinar leis segundo as quais diferentes fenômenos se encontra associados.Nestas ciências a ideia de causa se reduz a ideia de fenômeno.

 

Ciências especulativas e ciências práticas

Ciências especulativas:Visa o saber pelo saber.

Ciências práticas:Visa o conhecimento das coisas ou atos a produzir,enquanto tais.

Podem ser:

Expeculativas:Versam sobre os princípios da ação.Ex:Moral,medicina teórica

Ciências praticamente práticas:Versam sobre casos concretos e singulares.Ex:Casuística moral,medicina prática.

Art II-Origem e fim da ciência.Espírito cientifico

Algumas teorias foram propostas sobre a origem da ciência entre elas:

  1. Lei dos três estados:Formulada por Comte.Afirma que o pensamento humano teria passado por três estados sucessivos:

Estado teológico:O homem representa os fenômenos como produzidos pela ação direta e contínua de agentes naturais,cuja intervenção arbitrária explica todas as anomalias aparentes no universo.

Estado Metafísico:Os fenômenos seria produzidos por entidades como a leveza,a gravidade,o horror do vácuo,o lugar natural,etc..

Estado positivo:Caracterizado pela pesquisa das leis dos fenômenos e suas relações,sem preocupação em determinar a causa intima dos fenômenos.

Essas teorias não possuem base histórica,e o que verificamos de fato é a coexistência dos três estados.Muito menos se pode supor a passagem do pensamento teológico ao postivo,visto que são formas distintas de explicação,que não se situam no mesmo plano.

 

b)Teoria mágica:Propõe que o nascimento da ciência advém da magia primitiva,na qual o homem acreditava possuir poder sobre as coisas e acontecimentos.

Foi proposta por Comte e retomada e defendida por James Frazer.

Essa teoria afirma que a magia foi a forma primeira do determinismo universal,pois acreditava que as causas (ritos,feitiços) se sucedia um efeito necessariamente.

Afirma também que os fins da magia e da ciência são os mesmos:dominar a natureza e sujeita-la aos fins desejados pelo homem.

D

c)Teoria biológica

E

Os fins da ciência

F

O espírito cientifico

A ciência,que é o conhecimento certo das coisas pelas causas ou leis,exige do cientista as seguintes qualidades:

a)Objetividade:É a submissão ao objeto de estudo,removendo todas as preocupações estranhas com interesse pessoal,preconceitos de classe partido ou raça.Requer probidade intelectual e espírito de observação.

b)Rigor:utilizar-se de técnicas de prova e métodos gerais que garantam distinguir o provado do provável.

c)Espirito crítico:É um espírito de liberdade intelectual que permite apreender o sentido do problema e aceita retornar sobre as certezas que pareciam  estar    estabelecidas,admitindo discussões e reservas,estando sempre disposto a modificar suas conclusões .

d)Submissao ao fato sensível

e)Crença no determinismo

Art III-A classificação das ciências

Classificação de Aristóteles:Divididas em:

Ciências teóricas:física,matemática e metafísica.

Ciências práticas:lógica e moral

A

Classificação de Bacon

Ciências da memória:história

Ciências da imaginação:poesia

Ciências da razão:filosofia

A

Classificação de Ampére

B

 Classificação de Comte

Ciências abstratas ou fundamentais:Fisicas e química.

Ciências  concretas ou derivadas:Zoologia,botânica,mineralogia.

As ciências fundamentais para Comte,seriam as verdadeiras ciências podendo ser classificadas assim:

 C

 

CAPÍTULO IV:OS DIFERENTES MÉTODOS

A

Art I-Método da matemática

A.DEFINIÇÕES

A matemática é o estudo da quantidade dos corpos feita a abstração de suas natureza.

Existem basicamente dois tipos de quantidade:

Quantidade descontinua:Possui as partes separadas e forma um número.

Quantidade contínua:Possuem as partes unidas entre si,de modo que a extremidade de uma é o começo da outra(extensão ou espaço).

B.DIVISÃO

A matématica divide-se em:

a)Aritmética:Ciência dos números e de suas propriedades.

b)Algebra:Generalização da aritmética.É a ciência das relações gerais dos números representados por letras.

c)Análise:Generalização da álgebra.É a ciência das relações de dependência entre diversas grandezas.

Processos da matemática

A.A NATUREZA DA DEMONSTRAÇÃO MATEMÁTICA

Relações necessárias entre grandezas

Trata-se de descobrir relações existentes entre grandezas diferentes.

Substituição de grandezas

Consiste em substituir uma grandeza por outra por meio de intermediários,afim de chegar a definir qual é a relação entre as duas grandezas.

Baseia-se no axioma que diz:duas quantidades iguais a uma terceira são iguais entre si.

Analise e síntese

A

B.PRINCÍPIOS DE DEMONSTRAÇÃO

Os princípios da demonstração são a definição,os axiomas e os postulados.

Definições

As definições podem ser:

Essenciais:Dão as propriedades de um objeto matemático.

Genéticas:Quando formulam a lei de construção do objeto matemático.

A definição genética é característica da matemática.

Axiomas

Os axiomas são principio imediatamente evidentes,resultantes da aplicação do principio de identidade á ordem da quantidade.

São verdades puramentes formais,das quais se pode deduzir consequências.

Postulados

São proposições que desejam ser admitidas,embora não sejam evidentes nem demonstráveis.São aceitos provisoriamente,devendo sua justificação resultar da constituição de uma ciência que as utiliza.

 

Art II-Métodos das ciências da natureza

Ciências da natureza ou ciências experimentais tem por objeto de estudo os fenômenos do universo material.

Podem ser divididas em:

a)Ciências físico-quimicas:Estudam os fenômenos relacionados com a natureza bruta ou orgânica,compreendendo a física,que estuda a energia sob diferentes formas,a química,que estuda a constituição dos diversos corpos e suas transformações,e a biologia,que dos fenômenos relativos a vida orgânica.

b)Ciências físicas e ciências naturais:Outra classificação possível é classifica-las em ciências físicas (Seriam as ciências puramente experimentais:Física,química,etc..)e ciências naturais(botânica,zoologia,anatomia,etc…)

 

Diferentes fases das ciências experimentais

 

Existem quatro fases na elaboração das ciências da natureza:

Observação:Consiste na aplicação da atenção a um determinado objeto de estudo,afim de bem conhecê-lo.A observação pode requerer o uso de instrumentos mais precisos do que a simples utilização dos sentidos.

Hipótese:Consiste em uma explicação provisória dos fenômenos observados ,com o intuito de se descobrir suas leis de manifestação e encadeamento.

Experimentação:Consiste nos processos utilizados para verificar as hipóteses propostas.

Indução: A indução científica consiste essencialmente em passar, da descoberta de uma relação constante entre dois fenômenos ou duas propriedades, à afirmação de uma relação essencial, e por conseguinte universal e necessária, entre eles dois fenômenos ou propriedades.

 

Art IV-Método das ciências morais

A.Noção de ciências morais

São as ciências que se referem as atividades do homem enquanto ser livre e inteligente.

Considera aquilo que caracteriza o homem enquanto homem,ou seja,a inteligência e a liberdade.

B.Divisão das ciências morais

As ciências morais se dividem em:
a)Ciências morais teóricas:Estuda o homem tal como ele o é,quer coletivamente,quer individualmente.São as ciências da Psicologia,Sociologia,Economia e história.

b)Ciências morais práticas:Definem leis aos quais as atividades humanas devem se conformar.São a moral e a política.

 

Método da história

A.Noção de história

História é o estudo de tudo aquilo que tem um passado,em sentido estrito é o estudo dos fatos do passado que interessam á evolução das sociedades.

Fatos históricos

São singulares marcados por circunstâncias de que se revestiram no espaço e no tempo.

Tipos de documentos históricos

a)Monumentos(Documentos materiais):Inscrições,templos,obras de arte,etc…

b)Escritos(Documentos psicológicos):Anais,histórias,biografias,registros civis,obras literárias.

Outra classificação pode ser feita:

c)Vestígios:Vasos,armas,joias,etc…

d)Testemunhas:Memórias,crônicas,anais,etc…

 Etapas do método histórico

O método histórico compreende três fases:

a)Pesquisa de documentos:Consiste em reunir os documentos que tornam conhecido os fatos passados.

b)Crítica de documentos;Consiste em determinar a autenticidade e integridade dos documentos obtidos.

c)Construção histórica:Consiste em encadear corretamente os fatos históricos obtidos.

 

Método da sociologia

A.Noção de sociologia

A sociologia pode ser definida como a ciência dos fatos formais.Busca definir por meio de método rigoroso as leis que regem a sociedade.

B.O fato social,objeto da sociologia

O objetivo da sociologia é o fato social,porém esta noção não é completamente claro o que este seja.

Do ponto de vista material é evidente que fato social significa a conformidade com princípios e costumes,como regras morais,língua,cultura,etc…

Estes fatos sociais parecem impor sobre o indivíduo certa coerção manifestada pela existência de sanções que podem ser místicas,morais,jurídicas ou satíricas.

1)consciência coletiva

Tentou-se explicar o fato social através da noção de consciência coletiva.Esta é no entanto uma noção mística ,além de contraditória,visto que o conhecimento se opera em nível individual.

2)Constrangimento

Outra tentativa de explicar o fato social é através da coação,conceituada como uma força exterior que obriga adequação do individuo,seja no sentido de obriga-lo ou de proibi-lo.

A principal objeção a esta teoria é que o constrangimento não se dá de modo universal,como exemplo temos a moda ou padrões de beleza que não são aceitos por todos os indivíduos,ou outras convenções sociais do tipo casar e ter filhos,posturas que não são adotadas por muitos indivíduos apesar da pressão social,familiar,etc…

 

B.O MÉTODO DA SOCIOLOGIA

O método utilizado em sociologia é essencialmente indutivo.Utiliza-se da observação direta ou indireta dos fatos sociais,e de experimentação,que limita-se ao estudo dos efeitos de determinada inovação social ou política em determinada sociedade.

A estatística é um importante ferramenta no estudo dos fatos sociais,permitem estabelecer relações de causalidade e coexistência de fatos sociais de naturezas distintas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resumo 7#-Tratado de Filosofia-Tomo I (Lógica e Cosmologia)-Regis Jolivet-LOGICA MENOR(Parte 2)

 

 

INTRODUÇÃO –O QUE É LÓGICA

Art I-Noção de lógica

A.DEFINIÇÃO

-Lógica:de logos(grego)=>Razão

-Ciência das leis ideais do pensamento e a arte de aplica-las corretamente para procurar demonstrar a verdade.

1.LÓGICA COMO CIÊNCIA

A lógica é um sistema de conhecimentos certos baseados em princípios universais.

-Lógica filosófica x Lógica espontânea(Aptidão inata da inteligência)

 

2.A CIÊNCIA DAS LEIS IDEAIS DO PENSAMENTO

A Lógica define quais devem ser as operações intelectuais para satisfazer as exigências de um pensamento correto.

a)Lógica e psicologia:

A lógica fornece as regras de exercício e da validade das operações, enquanto a psicologia descreve as operações da inteligência viva,procedendo sobre os fatos e visando definir condições de existência.

b)Lógica e experiência

A lógica não é uma ciência experimental.

 

3.A LÓGICA COMO ARTE

A lógica atua como ciência normativa e arte.Tem por fim determinar as regras do pensamento verdadeiro ,diferente das ciências positivas.

A lógica é arte enquanto método que permite fazer bem uma obra,segundo certas regras.

 

4.O FIM DA LÓGICA:PROCURA E DEMONSTRAÇÃO DA VERDADE

-Oposição entre lógica e verdade:É possível julgar mal e raciocinar bem,tirando consequências legitimas de princípios falsos.

-Lógico é aquilo que é coerente,Verdadeiro é aquilo que esta conforme ao objeto.

-Em todo o erro há uma falta de lógica:só pode ser verdadeiramente lógico e correto aquilo que esta de acordo com a verdade.

 

5.O MITO DO ‘’PRÉ-LOGISMO’’

Alguns dizem que os primitivos teriam uma mentalidade estranha ou refratária a nossa lógica, ignorando o principio de não contradição.

Não há como falar em pré-logismo, pode-se falar de uma mentalidade primitiva e pré cientifica.

 

B.HISTÓRIA DA LÓGICA

1.ANTIGUIDADE GREGA

Aristóteles levou a lógica a um alto grau de perfeição,depois dele os estoicos se aplicaram no desenvolvimento da lógica puramente formal.

2.IDADE MÉDIA

Boécio e os escolásticos refinaram a lógica aristotélica,integrando nela as descobertas estoicas sobre o silogismo hipotético.

3.ÉPOCA MODERNA

Lógica simbólica de Leibniz e método de indução(Bacon e Stuart Mill).

4.ÉPOCA CONTEMPORÂNEA

Séc XIX,Estudos de lógica das preposições,se serve de um formalismo simbólico extremamente complexo.

Art.II- Importância da lógica

1.LÓGICA EMPÍRICA

Antes de qualquer formulação de leis do pensamento nós somos capazes de praticar instintivamente as diferentes operações lógicas.

 

2.UTILIDADE DA LÓGICA CIÊNTIFICA

a)Lógica e bom censo:Se o bom senso é sempre necessário,no entanto nem sempre é suficiente.A lógica é necessária para tornar a inteligência mais penetrante e para ajuda-la a justificar suas operações,permitindo recorrer a princípios que garantem a legitimidade delas.

b)Lógica e prática cientifica:Todas as faculdade do homem devem ser aperfeiçoadas pelo exercício.Assim também a faculdade de raciocinar deve ser cultivada e aperfeiçoada como as outras.

Art.III-Método e divisão da lógica

1.EXPERIENCIA COMPLEXA DO ASSENTIMENTO E NÃO-ASSENTIMENTO

O Ponto de partida da lógica cientifica consiste na experiência intelectual reconhecida como correta e válida.Isso pode ser entendido sob dois pontos de vista:

a)Experiência objetiva:O ato de ter algo por verdadeiro ou falso se apresenta como resultado do fato que a asserção que provamos está de acordo com experiências objetivas.Ex:O fogo queima.

b)Experiência lógica:Adesão a certas asserções por uma demonstração.

2.LÓGICA FORMAL X MATERIAL

A lógica menor trata de definir condições do pensamento coerente consigo mesmo.

A lógica maior trata da forma que o pensamento deve tomar atendendo aos diferentes objetos aos quais ele pode se aplicar.

 

LÓGICA MENOR

CAPÍTULO 1:SIMPLES APREENSÃO E TERMO

A lógica formal estabelece as condições de coerência do pensamento consigo mesmo.

O pensamento é composto de três operações intelectuais:

Apreensão:Concepção de uma ideia.

Juízo:Afirmação ou negação de uma relação entre duas ideias.

Raciocínio: operação pelo qual de dois ou mais juízos tira-se outro que deles decorre  necessariamente.

Para cada uma dessas operações há um correspondente na expressão verbal:

Para a apreensão,o termo.

Para o juízo a proposição.

Para o raciocínio,o argumento.

 

Art I.Definições

A.SIMPLES APREENSÃO E IDÉIA

1.APREENDER

Apreender é o ato pelo qual a inteligência concebe uma ideia,sem nada afirmar nem negar.

2.IDÉIA OU CONCEITO

É a simples representação determinada de um objeto sensível.Ex:Homem,triangulo,etc..

a)Conceito mental x conceito objetivo

Conceito mental é a coisa concebida enquanto concebida,aquilo pelo qual a inteligência conhece.

Conceito objetivo é aquilo que a inteligência conhece ,é o objeto conhecido enquanto objeto.

 

b)Ente real x ente de razão

Ente real:realizável.

Ente de razão:Pensável mais não realizável fora da inteligência.são as privações e as noções universais enquanto tais.

B.O TERMO

1.DEFINIÇÃO

Termo é a expressão verbal ou sinal da ideia.

Pode ser expresso por várias palavras significando uma única ideia lógica.

2.NOÇÃO DE SINAL

É toda a coisa que faz conhecer outra.

3.DIVISÃO DO SINAL

a)Sinal instrumental e sinal formal

Sinal instrumental:Aquele que conhecido primeiro leva a conhecer outra coisa.

Sinal formal:Semelhança do objeto na faculdade cognoscente.

 

C.SUPLÊNCIA(‘’SUPOSITIO’’)

Consiste em tomar um dos termos por um dos objetos que ele significa.

Art.II-Compreensão e Extensão

 A.DEFINIÇÃO E RELAÇÃO

Uma ideia pode ser considerada do ponto de vista da compreensão e da extensão;

Compreensão:Conjuntos componentes de elementos de uma ideia.É o conteúdo de uma ideia.

Extensão:Conjunto de sujeitos aos quais as ideias convém.

 A

 

Hierarquia das ideias e dos termos:É possível ordenar as ideias segundo uma categoria baseada em sua extensão.

Genêro:Toda ideia que contêm outras ideias gerais.É a ideia superior em extensão.

 

 

Espécie:Toda ideia que contêm apenas indivíduos. É ideia inferior em relação a primeira.

 

Individuo:Abaixo da espécie está o individuo,constituído metafisicamente por uma diferença numérica.Não podemos conhecer a diferença individual em si,somente por meio de notas individualizantes(forma,figura,tempo,família,país,nome).

 B

C

 

B.OS PREDICÁVEIS OU UNIVERSAIS

Predicáveis são os modos pelas quais uma coisa pode ser dita de um sujeito.

Há cinco predicáveis,fora destes não há outra maneira possível de atribuir o universal a um sujeito:

D

 

Natureza dos predicados

:Os predicados são somente modos de atribuição ,ou seja,entes de razão.

Problemas dos universais

Qual valor se deve atribuir aos universais?

Nominalistas radicais:Negam aos conceitos universais toda realidade objetiva e subjetiva.

Nominalistas moderados:O conceito universal é realidade na inteligência,mas nada corresponde na realidade.

Realistas moderados:O universal como tal só existe na inteligência mas representa uma natureza real objetiva sob uma forma abstrata e universal.

 

Graus metafísicos

E

 

C.OS PREDICAMENTOS OU CATEGORIAS

Diferem dos predicáveis por serem os próprios atributos e não simples modos de atribuição.São modos especiais sob os quais o ser pode existir,ou seja,o conjunto de gêneros supremos em que se distribui todo o real.

Substância x acidente

O ser pode ser substância (capaz de existir em si e não em outrem como sujeito) ou acidente(Capaz de existir apenas em outro como um sujeito).

Distinguem-se 9  nome espécies de acidentes:

Qualidade                Posição

Quantidade         Situação no tempo

Relação              o ter

Ação

Paixão

Localização

 

Acidente predicável e Acidente categórico

Acidente predicável:Se opõe ao próprio. Ex:A roupa com que Pedro se veste;

Acidente categórico:Se opõe a substancia,como uma propriedade.Ex:O rir atribuído ao homem.

 

D.ATRIBUIÇÃO POR SI (A PRIORI)

 F

 Modos de atribuição a priori

 G

 

Art III-Classificação das ideias e dos termos

Pode-se classificar as ideias tomados distintos pontos de vista:
1)Ponto de  vista da compreensão e  extensão.

2) Ponto de  vista das relações mutuas de ideias.

3) Ponto de  vista da perfeição das ideias

4)Ponto de vista do modo de significação

 

1)Ponto de  vista da compreensão e  extensão.

a)do ponto de vista da compreensão,podem ser:

I-SIMPLES OU COMPOSTAS:Conforme compreenda um ou mais elementos ou conforme seus elementos sejam apreendidos separadamente ou não.

II-CONCRETA OU ABSTRATA:Concreta se aplica-se a um sujeito ou qualidade do sujeito,Abstrata se aplica-se a natureza ou essência consideradas em si mesmas.

III-POSITIVA OU NEGATIVA:Positiva se exprime algo real e possível,Negativa se exprime negação ou privação.

IV-DIRETA OU REFLEXA:Direta se é resultado da consideração direita de algo(homem,sábio).Reflexa se é resultado de uma reflexão da inteligência sobre as próprias ideias.

b)Do ponto de vista da extensão podem ser:

I-IDÉIA SINGULAR:É a ideia que só pode ser aplicada a um único individuo.

II-IDÉIA PARTICULAR:É a ideia que se aplica de modo indeterminado a uma parte de uma espécie ou classe.

III-IDÉIA UNIVERSAL: É a ideia que convém a todos os indivíduos de um gênero ou espécie.

IV:CONCEITOS COLETIVOS(Se aplica a um grupo de indivíduos tomados no todo)  E DIVISIVOS(Se aplica a indivíduos tomado com tais).

 

2) Ponto de  vista das relações mutuas de ideias.

I-CONTRÁDITÓRIOS:Conceitos que um exclui o outro sem que haja meio termo possível entre eles.Ex:Branco e não branco,Ser e não ser.

II-CONTRÁRIOS: Conceitos que exprimem notas opostas em um mesmo gênero,há meio termo entre eles.Ex:Branco e preto,Avaro e prodígio.

III-PRIVATIVOS:Conceitos que negam alguma propriedade ou qualidade de um sujeito que normalmente a possui.Ex:Cego, em relação ao homem.

IV-RELATIVOS: Conceitos que exprimem uma ordem tal que um não pode dar-se sem outro.Ex:Pai e filho;Direita e esquerda.

 

3) Ponto de  vista da perfeição das ideias

I-IDÉIA ADQUADA E NÃO ADQUADA:Quando apresenta, ou não ,á inteligência,todos os elementos do objeto.

II- IDÉIA CLARA OU OBSCURA:Quando basta ou não para fazer reconhecer seu objeto entre outros objetos.

III- IDÉIA DISTINTA OU CONFUSA:Quando faz conhecer,ou não,os elementos que compõe seu objeto.

4)Ponto de vista do modo de significação

I-UNÍVOCO :Conceito que se pode atribuir de modo absolutamente idêntico a sujeitos diferentes.Ex:Conceito Homem se aplica univocamente a Pedro,a Paulo ,a João.

II-EQUÍVOCO: Conceito que só se aplica a sujeitos diversos em sentido totalmente diferente.

III-ANÁLOGO: Conceito que versa sobre realidades essencialmente diversas mas que tem alguma relação entre si.

 

Art IV- Definição e divisão das ideias e dos termos

A.Regra formal das ideias e dos termos

Em si mesma uma ideia não é nem verdadeira nem falsa.Ela é o que é e nada mais.

-Uma ideia pode ser contraditória.É contraditória a ideia que compreende elementos que se excluem entre si.Ex:Circulo-Quadrado.Ideias contraditórias são sempre confusas.

-Para evitar que nossas ideias sejam contraditórias é preciso defini-las e dividi-las.

 

 Definição

-Consiste em circunscrever exatamente a compreensão de um conceito.Dizer aquilo que uma coisa é.

Há diversas espécies de definição:

I-DEFINIÇÃO NOMINAL:É a que fixa o emprego de uma palavra.Não é definição em sentido estrito,pois não diz o que algo é.

II-DEFINIÇÃO REAL:É a que exprime a natureza da coisa.

Pode ser:

a)Essencial:Se faz pelo gênero próprio e pela diferença específica.Ex:Homem é animal racional.Animal=Gênero próximo  e Racional=Diferença específica.

b)Descritiva:Quando por falta de gênero próximo e diferença específica.Enumera as propriedades e características marcantes duma coisa para permitir distingui-la de outras.

c)Causal:Quando se refere a causa da coisa a definir.Seja a causa eficiente ou final.

 

Regras da definição

1)A definição deve ser mais clara do que o definido:Não deve conter o termo a definir,deve ser breve ,e não deve ser negativa(com exceção das privações e das realidades espirituais).

2)A definição deve convir a todo o definido e só ao definido:Não deve ser demasiada estreita e nem demasiada ampla.A definição ainda deve ser convertida do definido.

Ex:’’O homem é um animal racional’’ pode ser convertido a ‘’O animal racional é o homem’’.

 

Limites da definição

Há quatro casos que a definição é impossível e inútil.

1)Ideias extremamente simples.Ex:A ideia de ser,que não possui outra definição que ‘’aquilo que é’’.

2)Ideais extremamente gerais.Gêneros supremos que não possuem gênero próximo.

3)Entes individuais enquanto tais.

4)Dados experimentais como prazer,dor,luz,calor,etc..

 

A divisão

Dividir é distribuir o todo em suas partes.Há tantas espécies de divisão quanto de todo.

Espécies

Chama-se todo aquilo que pode ser resolvido fisicamente ou idealmente em vários elementos.

Há três espécies de todo:

I-Físico:É aquele cujas as partes são realmente distintas.Pode ser:

a)Quantitativo(integral):Composto de partes homogêneas(integrantes).Ex:um bloco de concreto.

b)Essencial:Quando forma uma essência completa.Ex:Homem

c)Potencial:Quando composto de diferentes potencias ou faculdades.Ex:Alma.

d)Acidental:Quando composto de partes unidade de fora.

II lógico:É aquele que as partes só se distinguem pela razão.Exprime uma noção universal que contêm em si outras.Ex:O gênero contêm as espécies,A ideia de metal em relação aos diversos metais.

III-Moral

É aquele cujas partes,atualmente distintas e separadas,estão unidas pelo laço moral de um mesmo fim:Exprime-se por um conceito coletivo.Ex:Nação,Exército,etc..

Regras de divisão

I-Deve ser completa ou adequada:Deve enumerar todos os componentes de que se compõe o todo.

II-Ser irredutível: Enumera elementos verdadeiramente distintos entre si,de modo que nenhum esteja compreendido no outro.

III-Ser baseada sobre o mesmo principio e,por conseguinte,proceder por membros verdadeiramente opostos entre si.

 

 

CAPÍTULO 2: O JUÍZO E A PROPOSIÇÃO

Art I-Definições

A.NOÇÃO DE JUÍZO

-Juízo é ‘’A afirmação de uma relação de conveniência e não conveniência entre dois conceitos.’’

-Todo juízo é composto de três termos:Sujeito,predicado(Aquilo que se afirma ou se nega do sujeto) e por um verbo cópula(Liga o sujeito ao predicado).

-O Sujeito e o objeto constituem a matéria do juízo e o verbo constitui a forma.

-Existem ainda os juízos de existência,compostos somente por sujeito e verbo.

Ex:Deus é.

Essência do juízo

O juízo consiste,essencialmente,no ato de afirmar ou de negar,por meio do verbo,quer a conveniência ou a não conveniência de dois conceitos.

-Diferencia-se da proposição simplesmente anunciativa,pois só há autentico juízo quando a inteligência se pronuncia sobre o verdadeiro e o falso.

Simplicidade e indivisibilidade do juízo

O juízo enquanto ato da inteligência é simples e indivisível.

-O ato de afirmar ou negar ,que é a essência do juízo é simples.

B.NOÇÃO DE PROPOSIÇÃO

-Proposição é o sinal ou expressão verbal do juízo.

-Também é composta de:

três termos:Sujeito,Predicado e verbo,( Proposições atributivas  )  ou

dois termos: Sujeito e verbo(Proposições existenciais)

 

Sujeito e predicado

 H

 

Verbo

Definição de Prisciano:’’É a parte da oração cuja função própria é significar a ação,em tempo e modo.

Definição de Aristóteles:O verbo se reduz a um nome que significa um conceito correspondente a ação enunciada pelo verbo.

Verbo copulativo e verbo existencial

Único verbo das proposições lógicas é o ver ser.

-No entanto,Esse verbo possuem duas funções diferentes do verbo:

a)Verbo copulativo:Serve para ligar um predicado a um sujeito.

Ex:’’O Homem é mortal.

b)Verbo Existencial:Põe a existência real de um sujeito.Ex:Deus é.

-O verbo copululativo e existencial são irredutíveis entre si.

 

Primado do ‘’esse’’ existencial

-A dualidade do verbo ‘’é’’ é desconfortável para a inteligência ,que procura sempre a unidade.Há portanto que se tentar encontrar esta unidade.

-Não é possível afirmar que a existência possível e a existência real possam ser pensadas por um conceito unívoco.

-O ente finito é composto de essência e de existência,de tal modo que a essência e existência,como princípios metafísicos,formam um só ente,uno e indiviso em si mesmo.

 

Toda lógica é predicativa

-Daí se chega que todo a lógica é predicativa ou de atribuição,não havendo lógica existencial.

Compreensão e extensão

-Todo juízo atributivo pode ser tomado do ponto de vista da compreensão e as extensão.

Ex:O homem é mortal.

‘’mortal’’ é um atributo de homem(Compreensão) e’’ homem’’ faz parte da classe mortal(Extensão).

-A formula para fixar a relaçao dos termos da proposição é construída do ponto de vista da compreensão :’’O predicado está no sujeito.’’ Ou ‘’O predicado pertence ao sujeito’’.

Art II espécies de juízos e proposições  

Os  juízos de atribuição e as proposições predicativas podem ser classificados do ponto de vista da cópula,da matéria,da qualidade e da quantidade.

A.PONTO-DE-VISTA DA FORMA(OU CÓPULA)

Proposições categóricas(Simples):Tem por parte dois conceitos ligados, afirmativamente ou negativamente, pela cópula ‘’é’’.

Ex:Pedro é cientista,O homem não é imortal.

Proposições hipotéticas(compostas):Têm por partes duas proposições reunida por outra cópula que não o verbo.

Ex:Se Pedro é trabalhador,passará nos exames.Ou é noite,Ou é dia.

 

 Tipos de Proposições hipotéticas

Abertamente compostas:

Proposições conjuntivas:Partes unidas por ‘’é’’ ou’’nem’’.As partes são V ou F conjuntamente.Ex:Os bons tornam-se pobres e os maus,ricos.

Proposições  disjuntivas:Parte unidas por ‘’ou’’.Enunciam uma alternativa que não admite meio termo.Ex:Ou é dia,ou é noite.

Proposições condicionais:Partes unidas por ‘’se’’.Enunciam a condição que depende de uma coisa.Ex:Se Pedro trabalhar,terá êxito.

Ocultamente compostas:

Exeptivas:Assinaladas por ‘’salvo’’ ou ‘’exceto’’.

Exclusivas: Assinaladas por ‘’só’’ ou ‘’somente’’.

Reduplicativas: Assinaladas por ‘’enquanto’’.

 

B.PONTO-DE-VISTA DA MATÉRIA

Juízos analíticos:Atributo é ou idêntico ao sujeito,ou essencial ao sujeito,ou próprio ao sujeito.

Ex:O homem é um animal racional,O homem é racional,O circulo é redondo.

Juízo sintético:Não exprime nada de essencial ao próprio ou ao sujeito.

Ex:Esse homem é velho.O Tempo está claro.

C.PONTO-DE-VISTA DA QUALIDADE

Proposição afirmativas e negativas:conforme seja de conveniência ou não conveniência a relação do atributo ao sujeito.

Proposições modais

 I

D.PONTO-DE-VISTA DA QUANTIDADE

J

Art III A oposição

A.PROPOSIÇÕES COM O MESMO SUJEITO E PREDICADO

As quatro proposições

Toda proposição tem ao mesmo tempo quantidade e qualidade.Pode-se distinguir quatro espécies de proposição com o mesmo sujeito e predicado:

Universal afirmativa(A):Sujeito é tomado em toda sua extensão,predicado é tomado apenas em parte da extensão.Ex:O homem é mortal.

Universal negativa(E):Sujeito e atributo são tomados em toda sua extensão.

Ex:O homem não é um anjo.

Particular afirmativa(I):Sujeito e predicado tomados em parte de sua extensão.

Ex:Algum homem é virtuoso.

Particular negativa(O): Sujeito é tomado em parte de sua extensão,predicado é tomado em toda sua extensão.Ex:Algum homem não é virtuoso.

 

As várias oposições

Tomada na relação mutua,as proposições podem diferir pela qualidade,quantidade,quer pelas duas ao mesmo tempo.

K

L

C.LEIS DAS OPOSIÇÕES

Leis das contraditórias:Duas contraditórias(A e O,E e I),não podem ser nem verdadeiras nem falsas ao mesmo tempo.Se uma é V a outra é necessariamente falsa.

Lei das contrárias:Duas proposições contrárias(A e E),não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo,Mais podem ser as duas falsas.

Lei das subcontrárias:Duas subcontrárias(I e O) não podem ser falsa ao mesmo tempo,mas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.

Lei das subalternas:Duas subalternas (A e I,E e O) podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e falsas ao mesmo,podem ainda uma ser verdadeira e a outra falsa.

 

Oposição das proposições modais

M

Art. IV-Conversão das proposições

A conversão consiste em  traspor os termos de uma proposição sem modificar a qualidade.

Ex:Nenhum círculo é quadrado pode ser convertido em Nenhum quadrado é um círculo.

 Regra geral de conversão

N

Aplicações

a)A universal afirmativa(A) se converte numa particular afirmativa(I).A conversão não é recíproca(exceto para definições).

Ex:Todo homem é mortal convertido em algum homem é mortal.

b)A universal negativa(E),Converte-se simplesmente.É recíproca.

Ex:Nenhum homem é espírito puro convertido em Nenhum espírito puro é homem.

c)A particular afirmativa(I) também convertem-se simplesmente. É recíproca.

Ex:Algum homem é cientista Converte-se em algum cientista é homem.

d)A particular negativa (O) não pode ser convertida regularmente.

A conversão dos modais

O

 

CAPÍTULO 3: RACIOCÍNIO E O ARGUMENTO

Art I – Noções gerais

A.DEFINIÇÕES

O raciocínio:’’Operação pela qual a inteligência,de duas ou mais relações (Juízos)conhecidas,conclui outra relação que delas decorre logicamente.’’

Argumento:É a expressão verbal do raciocínio.

Consequência:É o encadeamento lógico das proposições que compõe um argumento.

Antecedente:Proposições de onde é tirada a conclusão.

Conclusão(Consequente):A proposição resultante do raciocínio.

P

Consequência e argumento

Q

B.DIVISÃO

O raciocínio consiste em parte do conhecido para encontrar o desconhecido.

Existe duas formas de raciocínio:

Raciocínio dedutivo:É um movimento do pensamento pelo qual se estabelece a verdade de uma proposição universal enquanto contida numa verdade universal da qual ela deriva.

Ex:

W

Raciocínio indutivo: É um movimento do pensamento pelo qual se passa de uma ou mais verdades singulares a uma verdade universal.

Ex:

X

Regras principais do raciocínio dedutivo

Relativo ao verdadeiro e ao falso

a)Do verdadeiro só se segue o verdadeiro

b)Do falso podem seguir-se o verdadeiro e o falso,

Relativo ao necessário e ao contingente

a)Do necessário só se segue o necessário

b)Do contingente podem seguir-se o contingente ou o necessário.

c)Do contingente não pode seguir-se o impossível

Relativo ao antecedente e ao contingente

a)Aquilo que concorda com o antecedente concorda com o consequente,mas não inversamente.

b) Aquilo que não concorda com o consequente,não pode concordar com o antecedente,mais não inversamente.

Art II-O Silogismo

Silogismo é um argumento pelo qual,dum antecedente,que une dois termos a um terceiro,tira-se um consequente,que une estes dois termos entre si.

Todo silogismo é composto de três proposições,na qual três termos são comparados dois a dois:

Termo maior(T),O termo de maior extensão

Termo menor(t)O termo de menor extensão

Termo médio(M),intermediário em extensão entre o T e t.

Ex:

Y

Análise do silogismo

Z

Princípios do silogismo

a)Princípio da compreensao(princípio metafísico):Duas coisas identicas a uma terceira são identicas entre si.

b)Princípio da extensão (princípio lógico):Tudo o que é afirmado ou negado  universalmente de um sujeito é afirmado ou negado de todo o contido nesse sujeito.

Ex:Se se afirma que a virtude é amavél,se afirma que todo a virtude é amável.

A.AS OITO REGRAS DO SILOGISMO

AA

B.REDUÇÃO DAS REGRAS

Estas oito regras podem ser reduzidas a três principais regras:

1)Primeira regra-O silogismo não deve ter mais de três termos:

Isto pode ocorrer de três modos:

a)Dando ao termo médio duas extensões (dois signficados):

Ex:

BB

b)Tomando o termo médio particularmente duas vezes:

CC

c)Dando ao termo maior ou ao menor uma extensão maior na conclusão que nas premissas:

DD

2)Segunda regra:De duas premissas particulares nada se afirma.

 

FIGURAS DO SILOGISMO

A.NOÇÃO E REGRAS DAS FIGURAS

A figura do silogismo resulta do lugar do termo médio nas premissas,levando em conta c)Dando ao termo maior ou ao menor uma extensão maior na conclusão que nas premissas:

se este é sujeito ou predicado nas premissas.

Existem então quatro possibilidades, descrita pelo seguinte mnemônico em latim:

Sub-prae,Tum prae-prae,Tum sub-sub,denique prae-sub.

1)Primeira figura (Sub-prae):O termo médio é sujeito na maior e predicado na menor.

EE

Regra:A menor deve ser afirmativa e a maior universal.

 

2)Segunda figura(Prae-prae):O termo médio é predicado nas duas premissas.

FF

Regra:Uma das premissas deve ser negativa e a maior deve ser universal.

 

3)Terceira figura(Sub-sub):O médio é sujeito nas duas premissas:

GG

Regra:A menor deve ser afirmativa e a conclusão particular.

4)Quarta figura(Prae-sub):O médio é predicado na maior e sujeito na menor.

HH

Esta figura,chamada também de figura galenica é uma forma indireta da primeira figura.

B.VALOR RELATIVO DAS DIVERSAS FIGURAS

Embora todos as figuras sejam válidas,os da primeira figura dá silogismos perfeitos,pois são extremamente claros e os termos são colocados em sua ordem natural,enquanto nas outras figuras é necessário um certo esforço para apreender o encadeamento dos termos.

Redução à primeira figura

Este silogismo da segunda figura

II

Pode ser convertido a esse silogismo da primeira figura:

JJ

E esse silogismo da terceira figura:

KK

Pode ser convertido a esse silogismo da primeira figura:

LL

MODOS DO SILOGISMO

Definição e divisão

MM

Modos legítimos

Porém,grande parte dos 64 modos possíveis ferem alguma ou algumas das regras do silogismo.

Apenas 19 modos dos 64 são legítimos.Designa-se esses modos por palavras latinas de três silabas,de modo que:

A vogal da primeira sílaba:Indica a natureza da maior.

Vogal da segunda sílaba:Indica a natureza da menor.

Vogal da terceira sílaba:Indica a natureza da conclusão

NN

ESPÉCIES DE SILOGISMO

Há duas espécies de silogismo:O categórico e o hipotético

Silogismo categórico:É aquele em que a maior afirma ou nega,pura e simplesmente.

Silogismo hipotético:Enuncia na maior,uma hipótese,e na menor,afirma ou nega um dos membros da hipótese.

Silogismo de exposição

Possui apenas forma material do silogismo.Apenas expõe sucessivamente os elementos duma verdade complexa,não constituindo uma demonstração.No silogismo categórico real,o termo médio é universal,enquanto no silogismo de exposição é singular.

Ex:

OO

Formas de silogismo hipotético

a)Silogismo condicional:a Maior é composta de duas proposições,em que uma antecedente,enuncia a condição da consequente.

Regras:

PP

b)Silogismo disjuntivo:A maior enuncia uma disjunção completa,tal que os termos sejam contraditórios.

QQ

Regra:A disjunção deve ser verdadeiramente completa,ou seja,os membros devem ser verdadeiramente contraditórios.

c)Silogismo conjuntivo:A maior declara que dois predicados não podem ser afirmados simultaneamente do mesmo sujeito.

Ex:

WW

Regra:

WW

Redução

YY

Silogismo hipotético e silogismo categórico

É possível reduzir um silogismo hipotético o categórico desde que o antecedente e o consequente tenham o mesmo sujeito.

SILOGISMOS INCOMPLETOS E COMPOSTOS

Entinema:É o silogismo que tem uma das premissas subentendida.

Ex:

ZZ

EPIQUEREMA:Nesse silogismo,uma ou ambas as premissas são seguidas de provas.

Ex:

AAA

Polissilogismo:Constituído de uma cadeia de silogismos,onde a conclusão de um serve de premissa ao seguinte,ou de menor para o silogismo seguinte.

Ex:

BBB

CCC

Sorites:É uma sequência de proposições encadeada de modo que o atributo da primeira serve de sujeito a segunda,o atributo da segunda serve de sujeito a terceira e assim por diante.

Ex:

FFF

Dilema:É um argumento que prende o adversário a uma alternativa,em que cada uma das partes leva a mesma conclusão.

Regra:Para ser válido deve apresentar na maior uma disjunção completa,considerando todos os casos,e tirar deles uma consequência legitima.

Ex:

DDD

Art III-indução

Definição:Raciocínio pelo qual a inteligência,de dados suficientemente enumerados,infere uma verdade universal.

Ex:

1

Princípios da indução

principio da indução

Indução x Dedução

deduçãoxindução

Catecismo de Adultos – Aula 02 – O Modernismo, o problema atual na Igreja

Excelente catequese do Padre Daniel pinheiro(IBP) sobre o modernismo e outros erros ,tema essencial nesta crise que vive a igreja!Recomendo a todos os leitores do esboço de leituras.
Créditos:https://missatridentinaembrasilia.org

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Missa Tridentina em Brasília

Catecismo de Adultos – Aula 02 – O Modernismo, o problema atual na Igreja

Os princípios do modernismo: agnosticismo e imanência

Consequências da doutrina modernista:

Impossibilidade da Revelação externa

Sentimentalismo religioso

Ecumenismo

Indiferentismo religioso

Liberdade religiosa

Liturgia antropocêntrica

Evolução do dogma e da moral

Divinização do homem

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-Resumo 7#-Tratado de Filosofia-Tomo I (Lógica e Cosmologia)-Regis Jolivet-Introdução a filosofia(Parte 1)

INTRODUÇÃO GERAL

Art I-Definição de filosofia

A.OBJETIVO MATERIAL E FORMAL DA FILOSOFIA

1.O DESEJO NATURAL DE SABER

-Todo homem tem o desejo inato de saber.

-O desejo de saber é o principio das ciências,cuja finalidade é satisfazer esta curiosidade natural.

-O desejo de saber é essencial ao homem e é universal no tempo e no espaço.

2.DO EMPIRISMO A CIÊNCIA

 

CONHECIMENTO EMPÍRICO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
-Fruto do exercício espontâneo da inteligência.

 

-Falta de objetividade,se formam ao acaso por generalização prematura.

 

-Sem ordem nem método.

 

-Constitui o primeiro degrau da ciência.

-Conhecimentos certos,gerais e metódicos.

-Valem para todos os casos em todos os lugares e em todos os tempos.

 

3.O SABER FILOSÓFICO

Objeto material e formal da filosofia.

OBJETO MATERIAL OBJETO FORMAL
-Materialmente a filosofia versa sobre todo o saber real e também,o próprio sujeito que se conhece e os instrumentos pelos quais se constitui a ciência.

 

 

Todo o real,sob o ponto de vista das causas primeiras e dos princípios supremos de todo o real.

 

 

 4.CAUSAS E PRINCÍPIOS

A filosofia é a ciência de todas as coisas pelas causas primeiras (causa eficiente e final) e pelos princípios primeiros (matéria,forma,ato e potencia).

B.FILOSOFIA,CIÊNCIA E SABEDORIA.

1.FILOSOFIA É UMA CIÊNCIA

-Ciência é um conhecimento racional pelas causas e princípios.

-A filosofia é a ciência mais elevada pois:a)É perfeitamente racional e sistemática na busca destas causas e princípios,b)Dispoe de método rigoroso,apropriado a seu objetivo formal

-Ao contrária das ciências particulares ,a filosofia busca a explicação absoluta e definitiva de todo o real.

1.FILOSOFIA É UMA SABEDORIA

O próprio da sabedoria é julgar,dirigir e ordenar.

A filosofia julga as ciências a luz da própria filosofia ,dirige as ciências determinado o objetivo próprio de cada uma delas, e ordena o conjunto do saber,definindo hierarquias das ciências,sintetizando os múltiplos efeitos na causa una.

B.OS VÁRIOS CONCEITOS DE FILOSOFIA

1.FILOSOFIA COMO CIÊNCIA DA NATUREZA

Os primeiros filósofos gregos professavam que o objeto da filosofia consistia em descobrir o elemento fundamental das coisas.

2.FILOSOFIA COMO CIENCIA PARTICULAR

Alguns filósofos deram a filosofia um objetivo particular,um endereçamento moral ou da conduta humana apenas.

3.FILOSOFIA COMO LÓGICA,ARTE OU MÍSTICA

Algumas doutrinas tendem a fazer da filosofia  um pura construção lógica ,válida independente da experiência,outros ainda a viram como forma de saber místico-intuitivo.

4.FILOSOFIA COMO CIENCIA UNIVERSAL PELAS CAUSAS PRIMEIRAS

Os esforços dos antigos filósofos para definir a essência do saber filosófico encontrou seu ponto culminante e Platão e Aristóteles.

5.A DUPLA DIREÇÃO SAÍDA DO CARTESIANISMO

Descartes(sec.XVII) =>Concepção de filosofia como uma espécie de arte com função essencialmente prática.

Nesta concepção a metafísica teria somente a função de dar a ciência uma base julgada sólida e definitiva.

6.A FENOMENOLOGIA

Husserl=>Procura um processo que torna-se possível adquirir verdades fundamentais e sua justificação apodítica,sua regra essencial é ir as própria coisas,eliminando radicalmente toda teoria preconcebida pela real.

7.O EXISTENCIALISMO

Possui como método comum o  da análise ou fenomenologia existencial,a afirmação que a existência tem prioridade sobre a essência.

 

Art II-A FILOSOFIA E AS CIÊNCIAS  

A filosofia depende da experiência sensível mais a ultrapassa,se utiliza das ciências particulares mais delas não depende.

1.FILOSOFIA E EXPERIENCIA

Diferente das ciências da natureza,a filosofia diz respeito aos extremamente gerais,de ordem sensível ou inteligível,cuja apreensão se diz com uma certeza que as ciências positivas não podem obter.

O senso comum é material filosófico experimental, que vem do exercício espontâneo da inteligência, obtendo evidencias imediatas.

 2.FILOSOFIA E  CIÊNCIAS DA NATUREZA

A filosofia se utiliza das ciências particulares,embora delas não dependa.

3.PROBLEMA DOS LIMITES

Onde para a ciência?onde começa a filosofia?Para responder essas perguntas surgem duas concepções:

a)Concepção espacial:Filosofia é o além da ciência,ou seja,existiria um ponto que a ciência de tanto avançar cairia no domínio estritamente filosófico.

Solução:Esta concepção constitui-se um pseudo problema devido a ilusão espacial ou dualista,como se houvesse dois mundos fechados e justapostos.Esta solução é absurdo,pois torna ininteligível a unidade do real.

b)Unidade complexa dos reais:Concepção que considera o metafísico imanente ao sensível,como principio e co-principio do ser.

Como consequência dessa concepção temos que:

-Não há fronteiras entre o sensível e o metafísico.

-A ciência não tem limites.

Art III-FILOSOFIA E FÉ

A.PROBLEMAS DAS RELAÇÕES ENTRE FILOSOFIA E FÉ

1.A FILOSOFIA E A REVELAÇÃO CRISTA

A filosofia sofreu a influência das noções de doutrinas propriamente teológicas.

Problemas a serem resolvidos:

a)A influencia da teologia corrompe a filosofia?

b)O conceito de filosofia cristã é uma noção inteligível?

2.PRINCIPIO DE SOLUÇÃO

a)A filosofia e a teologia possuem métodos radicalmente distintos.A teologia tem como base a autoridade da revelação.No entanto,as verdades propriamente reveladas propriamente racionais podem ser objeto de estudo da filosofia.

b)A especulação filosófica pode ser exercida por filósofos cristãos desde que não haja confusão de métodos entre a filosofia e a teologia.

B.NOÇÃO DE FILOSOFIA CRISTÃ

Se é ou  não é contraditório falar em filosofia cristã:A influência extrínseca e intrínseca da revelação.

 

Art IV-DIVISÃO E MÉTODO DA FILOSOFIA

A.PRICIPIOS DE DIVISÃO

1.A DIVISÃO EM LÓGICA,PSICOLOGIA MORAL E METAFÍSICA

-É a divisão hoje corrente.

-Ordem muito discutível.É mais uma tentativa de distribuição das matérias filosóficas do que uma divisão baseada em princípios.

-Trás portanto graves confusões sobre a natureza das ciências filosóficas e sobre o método da filosofia.

 2.DIVISÃO WOLFIANA

Sec.XVIII

-Expunha a ontologia imediatamente depois da lógica,isto é,no começo da lógica especulativa.

-A ontologia e metafísica devem ser reduzidas dos princípios de identidade e da razão suficiente.

-Está concepção deve ser rejeitada por não começar pelos primeiros princípios.

3.ORDEM LÓGICA DO SABER FILOSÓFICO

a)Método analítico sintético:Em oposição ao método analítico de Wolf.

b)Divisão lógica:Divisão das matérias em lógica,filosofia especulativa e filosofia prática.

B.OS DIFERENTES TRATADOS DA FILOSOFIA

AA