Resumo 5#-Didascalicon – A Arte de Ler-Parte 1(Livros I e II)

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Sinopse*

“É principalmente por dois instrumentos que alguém adquire o conhecimento: a leitura e a meditação. Observando ambos, notamos que é a leitura que vem em primeiro lugar na instrução, e justamente por isto este livro que segue trata dos preceitos e regras para a boa leitura.
De pronto, afirmo o seguinte: são três, os preceitos mais necessários para a arte de ler: o primeiro preceito, ‘que saibamos previamente o que devemos ler’. O segundo:

‘a ordem a seguir durante a leitura, isto é, qual o primeiro texto a ser destrinchado, qual o segundo e assim por diante’. E o terceiro preceito: ‘como devemos ler’.
[…]
Mas, para que possamos saber o que devemos ler, e, pelo menos, o que principalmente devemos ler, na primeira parte deste texto há a enumeração da origem de todas as artes. Em seguida, expomos a descrição e a distribuição delas, isto é, de que modo uma arte contém a outra, ou como uma está contida em outra e assim por diante […]”.

Resumo 

[Livro 1]

[capítulo 3-A tríplice potência da alma]

A primeira potência é responsável pelo crescimento e alimentação(nutrição).

é característica dos vegetais e das árvores .

A Segunda potência é a responsável pela captação de percepções sensíveis e julgamento,está condicionada a primeira potência.

A terceira potência é a razão, utiliza-se das duas anteriores.

 

[capítulo 4-Quais são os objetos pertinentes a filosofia?]

A filosofia é a disciplina investigadora plena de todas as coisas humanas e das razões divinas.

 

[capítulo 6-Sobre as três espécies de coisas]

Eternas: não possuem princípio e nem fim, nelas o ser corresponde a essência. Ex:Deus.

Perpetuas: Possuem principio mas não fim.

Temporárias:Com início e fim.

 

[capítulo 9-As três obras]

De Deus: Cria o que antes não existia.

Da Natureza

Dos Artífices:imitam a obra da natureza unindo os elementos separados ou separando os unidos.

 

 

[Livro 2]

Esse livro pretende expor as divisões da filosofia  em teórica,prática ,mecânica e lógica bem como suas subdivisões.

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[Teórica]

Compreende a teologia a física e a matemática,está ultima divide-se em aritmética,música,geometria,e astronomia.

A teologia compõe-se da especulação sobre Deus,sobre a imortalidade da alma e da indagação sobre a verdadeira filosofia.discursa sobre a natureza de Deus e das criaturas espirituais.

A física considera a causa das coisas a partir da observação dos seus efeitos.pode ser chamada também de fisiologia (discurso acerca da natureza).algumas vezes pode ser tomada como equivalente a teoria .

A matemática pode ser chamada também de ciência doutrinária. se ocupa da quantidade abstrata,do que é conhecido pelo raciocínio.trabalha com base na abstração e pela separação do intelecto da matéria.

A matemática é dividida em aritmética(trata da qualidade especial dos números),musica,geometria(medida da terra,refere-se a grandeza imóvel), e astronomia(refere-se a grandeza móvel dos astros).

 

[Prática]

A prática pode ser dividida em :solitária,privada e pública:

A solitária é a que permite-se e estimula-se a acrescer –se de virtudes,cabendo ao individuo.

A privada diz respeito a distribuição moderada de atribuições e deveres entre cada um dos membros de uma família,sendo essa responsabilidade do pai de família.

A pública:Diz respeito a coisa pública e o seu cuidado ,ficando a cargo dos administradores das cidades.

 

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 [Mecânica ]

Trata sobre as obras humanas e é dividida em 7 artes :a arte da lã,das armas,da navegação,da agricultura,caça,da medicina e do teatro.

 

[Lógica ]

A lógica por suas vez divide-se em gramática e argumentação. A argumentação se divide em sofistica, demonstrável e provável (dialética ou retórica).

 

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*sinopse retirada do site da vide editorial :http://videeditorial.com.br/didascalicon-a-arte-de-ler

 

 

 

 

 

Resumo 4#-A Poética-Aristóteles

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Sinopse*

Tão concisa quanto essencial, a Poética de Aristóteles (384-322 a.C.), o primeiro e mais importante tratado sobre as formas literárias, cênicas e narrativas da tradição ocidental, não tem deixado de ser lido, comentado e diversamente interpretado ao longo de seus 23 séculos de existência. Em capítulos breves, Aristóteles discorre sobre tópicos centrais da composição poética, como verossimilhança, unidade da obra e diferenciação entre composição poética e narrativa histórica, tirando seus exemplos de Homero e outros autores. A presente tradução de Paulo Pinheiro, professor de Estética e Filosofia, rigorosamente amparada em notas e atenta às pesquisas mais recentes, faz reviver o texto original de maneira clara e profunda, numa edição bilíngue voltada tanto para estudantes como para leitores já iniciados na matéria.

Resumo

1.O livro trata da natureza e das espécies de poesia,a poesia como arte de imitar por diferentes aspectos quanto ao modo,objeto e o meio.

2.Os imitadores podem imitar homens melhores,piores ou iguais a nós.

3.As duas causas que parecem dar origem a poesia:i)Ao homem é natural imitar desde a infância)Todos os homens sentem prazer em imitar.

4.A comédia é a imitação de gentes inferiores,a poesia épica e a tragédia tem em comum o fato de retratar homens superiores.

5.A tragédia  é a representação de uma ação elevada,em linguagem adornada,com atores atuando e não narrando e que,despertando a piedade e temor,tem por resultado a catarse dessas emoções.

6.Os elementos que compõem a tragedia são seis:fábula,caracteres,falas,ideias,espetáculo e canto.

7.O poeta em sua obra conta não o que aconteceu,mais o que poderia vir a acontecer.

8.A poesia atua em sentido universal ,enquanto a historia refere-se ao particular.

9.Diferença entre fábulas simples e complexas:Simples é a ação que,de modo uno e coerente,produz mudança na sorte sem que haja peripécia ou reconhecimento,complexa é quando ocorre com peripécia ou reconhecimento,ou ambas.

10.As situações que devem ser buscadas e as que precisam ser evitadas para atingir o objetivo da tragédia.

11.Dos eventos em uma fábula que inspiram temor e/ou compaixão.

12.O carácter: devem ser bons,apropriados com semelhança e coerência.

13.Quais os tipos de reconhecimentos.

14.Como devem ser as falas,gestos e argumentos(uma linha geral com episodio curtos)

15.A linguagem e as idéias.

16.As partes da linguagem:letra,sílaba,conectivo,articulação,nome,verbo,artigo,flexão e frase.os tipos de nomes e as metáforas.

17.A epopeia.Diferenças das narrativas históricas e sua semelhanças com a tragédia.

18.A epopeia e a tragédia se diferenciam quanto a extensão e métrica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resumo 3#-O Ente e a Essência-Sto. Tomás de Aquino

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Sinopse*

Santo Tomás considera que todo conhecimento começa com a experiência sensível, sobre a qual podem ser desdobrados vários graus de abstração. Também o conhecimento que se tenha de Deus é conhecido a partir de seus efeitos.

 

[Proêmio]
O ente e a essência são o que primeiro se concebe na inteligência. Deve-se primeiro definir esses termos e como estes se relacionam com o gênero, a espécie e a diferença.

O estudo Inicia-se a partir do conceito de ente, para em seguida chegar a definição de essência.

[Capítulo 1]

O ente pode ser tomado em duas acepções: na primeira, divide-se nas 10 categorias do ser e acrescenta algo á coisa. Tomado nesta acepção significa a substância de alguma coisa.

Na segunda acepção, representa uma proposição afirmativa,sem acrescentar algo a coisa.

A essência ou quididade é inteligível,sinônimo de forma e natureza.É a essência que determina o gênero e espécie.

[Capítulo 2]

Análise das substâncias compostas (forma e matéria),de modo a posteriormente analisar a substância simples, constituída apenas de forma. A essência compreende forma e matéria,porém só a forma é a causa da essência, e a matéria é  o princípio da individualidade.

A matéria pode ser signada (particular e concreta) ou não signada (Universal e abstrata).

[Capítulo 3]

A definição de homem (em geral) e deste homem (em particular)só difere pelo signado e não signado. O gênero e a espécie também se diferenciam desse modo.

[Capítulo 4]

Relação entre os conceitos de essência e os de gênero, espécie e diferença.

[Capítulo 5]

Este capitulo discorre sobre de que modo a essência encontra-se nas substâncias separadas: alma, inteligência e causa primeira. Na causa primeira a quididade é o próprio ser.

                  Diferença entre substância simples e substância composta.

A substância simples possui forma, e somente pode ser tomada no seu todo, enquanto a substância composta possui forma e matéria, podendo ser tomada no todo ou em suas partes.

[Capítulo 6]

A essência pode encontrar-se nas substâncias de três modos:

1) Deus, cuja essência é igual à própria existência.

2) Substâncias intelectuais e imateriais cuja essência é diferente da própria existência.

3)Substâncias que possuem forma e matéria.

[Capítulo 7]

Neste capítulo Santo Tomás discorre de que maneira a essência se encontra nos acidentes.

 

*Retirado do site da editora ecclesiae.

Resumo 2#-DA ALMA – DE ANIMA-PARTE 2

[ Livro II]

[1. Definição de alma: Alma substância e primeiro ato]

Investigação sobre a definição de alma .alma como ato e substância.A alma é o primeiro ato natural de um corpo natural que possui vida em potência .

 [2. Definição de alma: Aquilo pelo qual vivemos]

O animado distingui-se do inanimado por viver.A alma é o principio das faculdades e se define por elas.Alma é aquilo pelo qual vivemos,percepcionamos e discorremos.

[3. Definição da alma pelas suas faculdades: As faculdades da alma]

A alma possui cinco faculdades:nutritiva,perceptiva,desiderativa,de deslocamento e discursiva.

[4. Definição da alma pelas suas faculdades: A faculdade nutritiva]

A faculdade nutritiva compreende também a reprodução,é a mais comum das faculdades da alma.A alma é a causa e o principio do corpo que vive.Os corpos naturais são instrumentos da alma e a tem por fim.A alma é a causa do ente crescer e se alimentar,o alimento preserva a substancia do ente animado.A alma primária é aquilo pelo qual o ser se alimenta.

[5. A sensibilidade: Sensação]

A percepção sensorial é dada quando o ser é movido / alterado,esta faculdade existe apenas em potência e portanto tem de ser movida por um agente em ato.A diferença entre a percepção em ato e a percepção em potência.

[6. A sensibilidade: As três acepções do sensível]

Exposição das acepções de «sensível» por si mesmo (próprio de cada sentido, comum a todos os sentidos) e por acidente.

[7. A sensibilidade: A visão e o seu objeto]

O visível como objeto da visão. A cor e a luz. O envolvimento da luz na visão. O ver como afecção sofrida pelo órgão sensorial por ação de um intermediário; suas qualidade e função.

[8. A sensibilidade: A audição e o seu objeto; a voz]

Diferença entre sons em atividade e em potência.Os matérias podem ou não possuir som.O som em atividade é sempre fruto de um impacto contra algo,é sempre produzido por um golpe.Aquilo que é capaz de produzir o som é aquilo que é capaz de mover  o ar compacto.

[9. A sensibilidade: O cheiro e o seu objeto]

A dificuldade na definição do olfato.O homem como tendo um olfato pouco apurado.O olfato seria análogo ao paladar e atuaria por meio de um intermediário (água ou ar).Análise da forma como o homem e o animal percebe os cheiros.

[10. A sensibilidade: O paladar e o seu objeto]

O sabor não é percebido por nenhum intermediário  e está relacionado com o que é úmido,deste modo o órgão do paladar deve ser úmido em potência(capaz de se umidificar).As espécies dos contrários são opostos simples(exemplo:doce e salgado).

[11. A sensibilidade: O tato e o seu objeto]

As dificuldades no estudo do tato:se trata de vários sentidos ou um só?qual é o órgão sensorial do tato?Aristóteles sugere a existência de uma membrana de ar congenitamente ligada a carne,um único órgão capaz de percepcionar os sentidos ,porém em seguida afirma que os órgãos sensoriais são diferentes uns dos outros.O corpo como intermediário do tato,percepcionamos tudo através de um meio.

[12. A sensibilidade: A sensibilidade em geral: o sentido]

Sentido é aquilo capaz de receber formas sensíveis sem a matéria,Aristóteles levanta ainda outras questões sobre a sensibilidade.

[Livro III]

A sensibilidade. Faculdades da alma relacionadas com o pensamento. A faculdade do movimento. Faculdade nutritiva, sensibilidade do animal.

Resumo 2#-DA ALMA – DE ANIMA-PARTE 1

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                                    Sinopse 

O objetivo de Aristóteles nesta obra é analisar os principais problemas respeitantes à alma, que é o princípio vital de todo e qualquer ser vivo. O livro I consiste em uma introdução e contextualização do tema abordado; o livro II apresenta análises sobre a relação entre alma e corpo, as faculdades da alma, nutrição e sensação; no livro III Aristóteles discute a imaginação e o pensamento, além das relações entre sensação e intelecto.

 

[ Livro I]

[1. A alma como objeto de investigação]

Aristóteles  discorre sobre a metodologia a ser utilizada na investigação da alma e levanta algumas questões a serem investigadas ,como por exemplo:A alma pertence a que gênero?é substancia ou acidente?há mais de um tipo de alma?há partes na alma?

[2.. A investigação sobre a alma Doutrinas legada pelos antecessores.Conhecimento e Movimento.]

Analise da opinião de seus antecessores sobre a alma e suas características :movimento e perceptividade.A identificação da alma com os princípios.

[3. A investigação da alma: doutrinas legadas pelos antecessores:Movimento da alma.]

Analise sobre o movimento da alma .os quatro tipos de movimento deslocação, alteração, perecimento e crescimento .refutação da hipótese que a alma pode mover a si mesma .

[4.A investigação da alma: doutrinas legadas pelos antecessores: Alma como harmonia e número]

Demonstração de como a alma não pode ser harmonia ou composição.

 

[5.A investigação da alma: doutrinas legadas pelos antecessores: Continuação; alma composta de elementos]

Continuação sobre a alma número.

Definição de alma –Concepções mais comuns:O que tem capacidade de imprimir movimento,de mover por si mesmo ,de todos os corpos o mais incorpóreo.Refutação da alma composta por elementos que reconhecem seu semelhante.Analise e refutação da concepção de tales sobre a alma.se há na alma divisão ou unidade.

Primeiro post do blog

Bem vindos ao blog Esboço de leituras,nele você encontrará a cada semana resumos de livros filosóficos e teológicos,bem como dos grandes livros (conforme a lista de Mortimer Adler).

A Idéia de criar esse blog surgiu da minha vontade de compartilhar com os demais  os resumos que faço durante as minhas leituras e também da necessidade de guardar e organizá-los.

Espero que a minhas postagens sejam de utilidade e instrução para aqueles que os lerem.

Até a proxima!

Resumo#1-A Vida Intelectual – Seu espírito, suas condições, seus métodos

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 Sinopse da editora

O livro do padre Sertillanges surpreende por sua abrangência. Quais virtudes são necessárias à vida intelectual? É necessário disciplinar o corpo? Como ordenar o tempo de estudo? Qual a relação entre alimentação e inteligência? Como lidar com a necessidade de solidão e de participar de uma comunidade? Tudo isso e muito mais você encontra neste livro inspirador.

Resumo

[Capítulo 1-A vocação intelectual]

  1. O intelectual deve ser um consagrado, ele aplica seu tempo livre ao desenvolvimento do espírito de maneira contínua e metódica.
  2. Esse trabalho não deve ser um trabalho de homem isolado, mais deve ser feito com espírito de homem, com os pés firmes na história.
  3. O intelectual deve ser um homem do seu tempo.

[Capítulo 2-As virtudes do intelectual cristão]

  1. Qualidades do caráter são essenciais para o desenvolvimento intelectual. O homem pensa com o ser inteiro.
  2. Estudiosidade: Segundo São Tomás de Aquino é a virtude própria do intelectual,está subordinada a temperança e tem como virtudes opostas a negligencia e a vã-curiosidade.
  3. As verdades reduzidas e dispersas devem se conectar com a verdade una,que é Deus.
  4. Tudo em um intelectual deve ser intelectual. As almas só podem comunicar através do corpo,de modo que o  cuidado desse é virtude para o intelectual.

[Capítulo 3-A organização da vida ]

  1. Simplificar a vida,evitar distrações mundanas ,fatais para a ciência.
  2. O retiro é laboratório do espírito,suas asas são a solidão interior e o silencio.
  3. O intelectual não deve estar longe dos seus irmãos por ter abdicado dos seus ruídos(longe dos homens serás mais homem).
  4. A solidão para o trabalho não é desculpa para olvidar os deveres, devemos tocar o mundo sem ser tocados,como os anjos .
  5. Dosar a vida interna e externa, o silencio e o ruído. Ambas se auxiliam .
  6. Necessidade de recolhimento e isolar-se pelas coisas do alto.

[Capítulo 4-O tempo de trabalho]

  1. O estudo é oração á verdade e deve ser feito sem cessar.
  2. O desejo de saber define a oração como potencia de vida.

16.A sabedoria clama nas horas: do convívio alheio podem sair frutos para o trabalho intelectual.

17.A noite trabalha de noite para nós, podemos tirar proveito disso.

[Capítulo 5-O campo de trabalho]

18.A relação entre ciência comparada e a interdependência das diferentes disciplinas.

  1. O perigo da especialidade:”precisais variar a cultura para não cansar o solo”
  2. O corpo da ciência necessita da filosofia e da teologia.
  3. Para o estudo da teologia:4 horas por semana durante 5 ou 6 anos.Ler são Tomas,catecismo de trento,catecismo dos incrédulos,etc..
  4. A diferença de estudar com extensão(vários temas mais superficialmente) ou em profundidade (um ou poucos temas a fundo).
  5. Sacrificar algo: é impossível ser especialista em tudo.

[Capítulo 6-O espírito de trabalho]

  1. Não deixar sem solução nenhum dos nossos inquéritos.
  2. O inimigo principal do saber é  a indolência,além da preguiça e da inconstância.
  3. Trabalhar com espírito de lupa:empreender cada tarefa como se fosse a única.
  4. Ser humilde e submisso a disciplina da verdade.
  5. A nossa força intelectual é proporcional a nossa receptividade.
  6. Pelo fato de a verdade ser una e universal é necessário sair do objeto particular de estudo e alargar até o universal.

[Capítulo 7-A Preparação do trabalho]

A-A leitura

  1. Ler pouco e somente o que tem relação com o fim em vista.

31.Selecionar os livros, frequentar somente o scol dos pensadores, ler somente ideias de primeira mão- Ideias mestras.

32.O livro deve ser tratado como um irmão o mais velho : É necessário escutar sem orgulho e suportar os defeitos.

33.O livro vale tanto quanto você o fizer valer.

B-Organização da memória

  1. Arquivar o que puder,contanto que seja útil.

35.A memória não deve ser um caos:a experiência só vale pelas suas conexões,agrupamentos e hierarquia de valor. é necessário remeter tudo as ideias mestras.

36.Como reter:Ordenar o que se quer reter,aplicar a isso o espírito,meditar nisso com frequência.

C-As notas

37.Há dois tipos de nota: para a preparação remota e para a preparação próxima do trabalho.

38.Regras comuns:Evitar a acumulação de material inutilizável ,tomar notas com reflexão e sobriedade (ex: não copiar algo só porque é bonito.).A nota deve ser pessoal e relacionada com a obra que se quer empreender.

 

[Capítulo 8  -O trabalho criador]

39. Escrevemos primeiro para nós,desse modo desenvolvemos um treinamento.a aplicação se transforma em habito.que constitui um estilo.

40. O segredo de escrever é colocar-se diante das coisas até elas vós falarem e determinem em que termos se devem exprimir.

41. Não querer escrever a maneira de alguém,é necessário a originalidade.

[Capítulo 9-O trabalho e o homem ]

42.A ciência deve ser um ato de vida .

 

 

 

 

 

 

 

 

Lista dos grandes livros

 

No meu post de apresentação eu citei brevemente os grandes livros,mais quais são estes?em que consiste um grande livro?

Segundo Mortimer Adler no seu livro a arte de ler ,Os grandes livros são um pequeno número de livros que comunicam ideias originais,sendo em geral populares(pois comunicam grandes ideias para o publico e não para especialistas),são livros que se mantém sempre contemporâneos(não se tratam de ideias antigas,pelo contrário ,suas ideias permanecem com o passar do tempo).Além disso são os livros mais legíveis: por serem livros bem escritos ,recompensam todo o esforço que o leitor fizer.

Segue abaixo a lista completa dos grandes livros como contida no livro a Arte de ler:

Lista Mortimer Adler – Como ler um livro (How to read a book) – Tradução Luciano Trigo. Editora UniverCidade.

1. Homero (século 9 A. C.)
“Ilíada”
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2. O Antigo Testamento

3. Ésquilo (c.525-456 A . C.)
“Tragédias”
Os Persas 

4. Sófocles (c.495 – 425 A . C.)
“Tragédias”
Trilogia TebanaElektraOs sete contra Tebas 

5. Heródoto (c. 484 – 406 A . C.)
História (das guerras persas)”

6. Eurípedes (c.485 – 406 A . C.)
“Tragédias” (especialmente “Medéia”, “Hipólito” e “O banquete”)

7. Tucídides (c.460 – 400 A . C.)
História da guerra do Peloponeso

8. Hipócrates (c.460 – 377? a. C.)
“Textos médicos”

9. Aristófanes (c.448 – 380 A . C.)
“Comédias” (especialmente “As nuvens”, “As vespas” e “As rãs”)

10. Platão (c.427 – 347 A . C.)
“Diálogos” (especialmente “A república”, “O simpósio”, “Fedro”, “Apologia de Sócrates”, “Prot
11. Aristóteles (384 – 322 A . C.)
“Obras” (especialmente “Órganon”, “Física”, “Metafísica”, “Sobre a alma”, “Ética”, “Política”, “Retórica” e “Poética”.

12. Epicuro (c. 341 – 270 A . C.)
“Carta a Heródoto”
“Carta a Menoceu”

13. Euclides (fl.c. 300 A . C)
“Elementos de Geometria”

14. Arquimedes (c.287 – 212 A . C)
“Obras” (especialmente “Sobre o equilíbrio dos planetas” e “Sobre os corpos flutuantes”)

15. Apolônio de Perga (fl.c. 240 A . C. )
“Sobre as seções cônicas”

16. Cícero (106 – 43 A . C)
“Obras” (especialmente “Orações”, “Sobre a amizade” e “Sobre a velhice”)

17. Lucrécio (c.95 – 55 A . C.)
“Sobre a natureza das coisas”

18. Virgílio (70-19 A . C)
“Obras”

19. Horácio (65 – 68 A . C)
“Obras” (especialmente “Odes”, “A arte da poesia”)

20. Lívio (59 A . C. 17 D.C.)
“História de Roma”

21. Ovídio (43 A . C. – 17 D.C)
“Obras” (especialmente “Metamorfoses”)

22. Plutarco (c 45 – 120)
“Vidas dos nobres gregos e romanos”
“Moralia”

23. Tácito (c.55 – 117)
“Histórias”
“Anais”
“Germania”

24. Nicômano de Gerasa (fl.c. 100 D.C)
“Introdução à aritmética”

25. Epiteto (c.60 – 120 DC)
“Discursos”
“Encheiridon” (manual)

26. Ptolomeu (c.100 – 178; fl.c 127 – 151 DC)
“Almagest”

27. Luciano (c.120 – c.190 DC)
“Obras” (especialmente “A forma de se escrever História”)

28. Marco Aurélio (121 – 180)
“Meditações”

29. Galeno (c.130 – 200 DC)
“Sobre as faculdades naturais”

30. O Novo Testamento

31. Plotino (205-270)
“As novenas”

32. Santo Agostinho (354-430)
“Obras” (especialmente “Sobre o mestre”, “Confissões”, “A cidade de Deus” e “A doutrina cristã”)

33. “A canção de Rolando” (século XII?)

34. “O anel dos Nibelungos” (século XIII?) (A “Saga dos Volsungos” é a versão escandinava da mesma lenda)

35. “A saga de Burnt Njal”

36. São Tomás de Aquino (c.1225 – 1274)
“Summa Theologica”

37. Dante Alighueri (1265 – 1321)
“Obras” (especialmente “A vida nova”, “Sobre a monarquia” e “A divina comédia”)

38. Geoffrey Chaucer (c.1340 – 1400)
“Obras” (especialmente “Troilus e Criseyde” e “Os contos de Cantebury”)

39. Leonardo da Vinci (1452 – 1519)
“Livro de notas”

40. Nicolau Maquiavel (1469 – 1527)
“O príncipe”
“Discurso sobre os primeiros dez livros de Lívio”.

41. Erasmo (c.1469 – 1536)
“O elogio da loucura”

42. Nicolau Copérnico (1473 – 1543)
“Sobre as revoluções das esferas celestiais”

43. Sir Thomas More (c.1483 – 1546)
“Utopia”

44. Lutero (1483 – 1546)
“Três tratados”
“Conversa de mesa”

45. François Rabelais (c.1495 – 1553)
“Gargântua e Pantagruel”

46. Calvino (1509 – 1564)
“Institutos da religião cristã”

47. Michel de Montaigne (1533 – 1592)
“Ensaios”

48. William Gilbert (1540 – 1603)
“Sobre o imã e os corpos magnéticos”

49. Miguel de Cervantes Saavedra (1547 – 1616)
“Dom Quixote”

50. Edmund Spenser (c.1522 – 1599)
“Prothalamion”
“The Faërie Queene”

51. Francis Bacon (1561 – 1626)
“Ensaios”
“A evolução do aprendizado”
“Novo Organum”
“Nova Atlândida”

52. William Shakespeare (1564 – 1616)
“Obras”

53. Galileu Galilei (c.1564 – 1642)
“O mensageiro das estrelas”
“Diálogos sobre duas novas ciências”

54. Johanes Kepler (1571 – 1630)
“Epítome da astronomia de Copérnico”
“Sobre a harmonia do mundo”

55. William Harvey (1578 – 1657)
“Sobre o movimento do coração e do sangue nos animais”
“Sobre a circulação do sangue”
“Sobre a concepção de animais”

56. Thomas Hobbes (1588 – 1679)
“O Leviatã”

57. René Descartes (1596 – 1650)
“Regras para a direção da mente”
“O discurso do método”
“Geometria”
“Meditações sobre a primeira filosofia”

58. John Milton (1608 – 1674)
“Obras” (especialmente os “Poemas curtos”, “Areopagitica”, “Paraíso Perdido” e “Samson Agonistes”)

59. Molière (1622 – 1673)
“Comédias” (especialmente “Escola de mulheres”, “O misantropo”, “O doente imaginário” e “Tartulf”)

60. Blaise Pascal (1623 – 1662)
“As cartas da província”
“Pensamentos”
“Tratados científicos”

61. Chrisitiaan Hyugens (1629 – 1695)
“Tratado sobre a luz”

62. Espinoza (1632 – 1677)
“Ética”

63. John Locke (1632 – 1704)
“Carta sobre a tolerância”
“Sobre o governo civil” (o segundo tratado de “Dois tratados sobre o governo”)
“Ensaio sobre a compreensão humana”
“Pensamento sobre a educação”

64. Jean Baptiste Racine (1639 – 1699)
“Tragédias” (especialmente “Andrômaca” e “Fedra”)

65. Isaac Newton (1642 – 1727)
“Princípios matemáticos de filosofia natural”

66. Gottfried Wilhem von Leibniz (1646 – 1716)
“Discurso sobre a metafísica”
“Novos ensaios sobre a compreensão humana”
“Monadologia”

67. Daniel Defoa (1660 – 1731)
“Robinson Crusoé”

68. Jonathan Swift (1667 – 1745)
“Diário para Stella”
“As viagens de Gulliver”
“Uma proposta modesta”

69. William Congreve (1670 – 1729)
“O caminho do mundo”

70. George Berckeley (1685 – 1753)
“Princípio do conhecimento humano”

71. Alexander Pope (1688 – 1744)
“Ensaio sobre a crítica”
“Ensaio sobre o homem”

72. Charles de Secondat, Barão de Montesquieu (1689 – 1755)
“Cartas da Pérsia”
“O espírito das leis”

73. Voltaire (1694 – 1778)
“Carta sobre os ingleses”
“Cândido”
“Dicionário filosófico”

74. Henry Fielding (1707 – 1754)
“Joseph Andrews”
“Tom Jones”

75. Samuel Johnson (1709 – 1784)
“A vaidade dos desejos humanos”
“Dicionário”
“Rasseslas”
“As vidas dos poetas” (especialmente os ensaios sobre Milton e Pope)

76. David Hume (1711 – 1776)
“Tratado sobre a natureza humana”
“Ensaios morais e políticos”
“Uma investigação sobre a compreensão humana”

77. Jean Jacques Rousseau (1712 – 1778)
“Sobre a origem da desigualdade”
“Sobre economia política”
“Emílio”
“O contrato social”

78. Laurence Sterne (1713 – 1768)
“Tristam Shandy”
“Uma viagem sentimental pela França e pela Itália”

79. Adam Smith (1723 – 1790)
“A teoria dos sentimentos morais”
“Ensaio sobre a natureza e as causas das riquezas das nações”

80. Immanuel Kant (1724 – 1804)
“Crítica da razão pura”
“Princípios fundamentais da metafísica as moral”
“Crítica da razão prática”
“A ciência do direito”
“Crítica do julgamento”
“A paz perpétua”

81. Edward Gibbon (1737 – 1794)
“O declínio e a queda do império romano”
“Autobiografia”

82. James Boswell (1740 – 1795)
“Diário” (especialmente o “Diário de Londres”)
“Vida de Samuel Johson”

83. Antonio Laurent Lavoisier (1743 – 1794)
“Elementos de química”

84. John Jay (1745 – 1829), James Madison (1751 – 1836) e Alexander Hamilton (1757 – 1804)
“Os documentos federalistas” (ao lado de “Artigos da Confederação, da “Constituição dos Estados Unidos” e da “Declaração de Independência”

85. Jeremy Bentham (1748 – 1832)
“Introdução aos princípios de moral e legislação”
“Teoria das ficções”

86. Johann Wolfgang von Goethe (1749 – 1832)
“Fausto”
“Poesia e verdade”

87. Jean-Baptiste Joseph Fourier (1768 – 1830)
“Teoria analítica do calor”

88. Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770 – 1831)
“Fenomenologia do espírito”
“Filosofia do direito”
“Ensaios sobre a filosofia da História”

89. William Wordsworth (1770 – 1850)
“Poemas” (especialmente “Baladas líricas”, “Poemas de Lucy”, os sonetos e “O Prelúdio”)

90. Samuel Taylor Coleridge (1772 – 1834)
“Poemas” (especialmente “Kubla Khan” e “Rime of the ancient mariner”)

91. Jane Austen (1775 – 1817)
“Orgulho e preconceito”
“Emma”

92. Karl von Clausewitz (1780 – 1831)
“Sobre a guerra”

93. Stendhal (1783 – 1842)
“O vermelho e o negro”
“A cartuxa de Parma”
“Sobre o amor”

94. George Gordon, Lord Byron (1788 – 1824)
“Don Juan”

95. Arthur Schopenhauer (1788 – 1860)
“Estudos sobre o pessimismo”

96. Michael Faraday (1791 – 1875)
“História química de uma vela”
“pesquisas experimentais em eletricidade”

97. Charles Lyell (1797 – 1867)
“Princípios de geologia”

98. Auguste Comte (1798 – 1857)
“A filosofia positivista”

99. Honoré de Balzac (1799 – 1850)
“O pai Goriot”
“Eugénie Grandet”

100. Ralph Waldo Emerson (1803 – 1882)
“Homens representativos”
“Ensaios”
“Diário”

101. Nathaniel Hawtorne (1804 – 1864)
“A letra escarlate”

102. Alexis de Tocqueville (1805 – 1859)
“ A democracia na América”

103. John Stuart Mill (1806 – 1873)
“Sistema da lógica”
“Sobre a liberdade”
“O governo representativo”
“Utilitarismo”
“A submissão das mulheres”
“Autobiografia”

104. Charles Darwin (1809 – 1870)
“A origem de espécies”
“A queda do homem”
“Autobiografia”

105. Charles Dickens (1812 – 1870)
“Obras” (especialmente “Os papéis de Pickwick”, “David Copperfield” e “Tempos difíceis”)

106. Claude Bernard (1813 – 1878)
“Introdução ao estudo da medicina experimental”

107. Henry David Thoreau (1817 – 1862)
“Desobediência civil”
“Walden”

108. Karl Marx (1818 – 1883)
“O capital” (ao lado de “O manifesto comunista”)

109. George Eliot (1819 – 1880)
“Adam Bede”
“Middlemarch”

110. Herman Melville (1819 – 1891)
“Moby Dick”
“Billy Bud”

111. Feodor Dostoiévski (1821 – 1881)
“Crime e Castigo”
“O idiota”
“Os irmãos Karamazov”

112. Gustave Flaubert (1821 – 1880)
“Madame Bovary”
“Três histórias”

113. Henrik Ibsen (1828 – 1906)
“Peças (especialmente “Hedda Gabler”, Casa de bonecas” e “Gansos selvagens”)

114. Leon Tostoi (1828 – 1910)
“Guerra e paz”
“Anna Karenina”
“O que é arte?”
“23 contos”

115. Mark Twain (1835 – 1910)
“As aventuras de Huckleberry Finn”
“O estrangeiro misterioso”

116. William James (1842 – 1910)
“Os princípios de psicologia”
“As variedades da experiência religiosa”
“Pragmatismo”
“Ensaios de empirismo radical”

117. Henry James (1843 – 1916)
“Os americanos”
“Os embaixadores”

118. Friederich Wilhelm Nietzche (1844 – 1900)
“Assim falava Zaratrustra”
“Além do bem e do mal”
“A genealogia da moral”
“A vontade de potência”

119. Jules Henri Poincaré (1854 – 1912)
“Ciência e hipótese”
“Ciência e método”

120. Sigmund Freud (1856 – 1939)
“A interpretação dos sonhos”
“Conferências introdutórias à psicanálise”
“O mal-estar da civilização”
“Novas conferências introdutórias à psicanálise”

121. George Bernard Shaw (1856 – 1950)
“Peças ( e seus prefácios; especialmente “Homem e super-homem”, “César e Cleópatra”, Pigmalião” e “Santa Joana”)

122. Max Planck (1858 – 1947)
“Origem e evolução da teoria quântica”
“Para onde vai a ciência”
“Autobiografia científica”

123. Henri Bergson (1859 – 1941)
“Tempo e livre-arbítrio”
“Matéria e memória”
“Evolução criativa”
“As duas fontes da moralidade e da religião”

124. John Dewey (1859 – 1952)
“Como nós pensamos”
“Democracia e educação”
“Experiência e natureza”
“Lógica, a teoria da investigação”

125. Alfred North Whitehead (1861 – 1947)
“Uma introdução à matemática”
“A ciência e o mundo moderno”
“Os objetivos da educação e outros ensaios”
“Aventuras das idéias”

126. George Santayana (1863 – 1952)
“A vida da razão”
“Ceticismo e a fé animal”
“Pessoas e lugares”

127. Lenin (1870 – 1924)
“O Estado e a revolução”

128. Marcel Proust (1871 – 1922)
“Em busca do tempo perdido”

129. Bertrand Russel (1872 – 1970)
“Os problemas da filosofia”
“Análise da mente”
“Uma investigação sobre o sentido e a verdade”
“O conhecimento humano, sua natureza e seus limites”

130. Thomas Mann (1875 – 1955)
“A montanha mágica”
“José e seus irmãos”

131. Albert Einstein (1879 – 1955)
“O significado da relatividade”
“Sobre o método da física teórica”
“A evolução da física” (com L.Infeld)

132. James Joyce (1882 – 1941)
“Os mortos” (in “Dublinenses”)
“Retrato do artista quando jovem”
“Ulisses”

133. Jacques Maritain (1882 – 1973)
“Arte e escolástica”
“Os graus do conhecimento”
“Os direitos do homem e a lei natural”
“O verdadeiro humanismo”

134. Franz Kafka (1883 – 1924)
“O processo”
“O castelo”

135. Arnold Toynbee (1889 – 1975)
“Um estudo da História”
“A civilização em julgamento”

136. Jean-Paul Sartre (1905 – 1980)
“A náusea”
“Entre quatro paredes”
“O ser e o nada”

137. Alexander Soljenitsin (1918 – )
“O primeiro círculo”
“Pavilhão dos cancerosos”