Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 10)

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9.

São necessariamente verdadeiras ou falsas:

1)As afirmativas e negativas acerca do presente e do pretérito.

2)As contraditórias acerca de universais com sujeito universal. Também é valido para os sujeitos singulares.

Nestes casos  uma das proposições deve ser verdadeira e a outra falsa.

 

Não são necessariamente verdadeiras ou falsas:

3) Proposições não universais, mas com referência aos universais.

 

O futuro necessário

Nas proposições cujo sujeito é individual e o predicado se refere ao futuro o caso é alterado.

1) Consideremos a situação em que alguém afirma que algo será e outro que não será.

E evidente que um dos dois diz a verdade,de modo que as duas afirmações não podem ser ambas verdadeiras ou  falsas.

Neste caso o futuro será necessário, não permitindo contingência.

Uma das afirmações deve ser verdadeira, caso contrário o evento em questão poderá ocorrer ou não, caindo na contingência e indeterminação.

Outro argumento:

Se uma coisa é branca no presente, e no passado afirmamos que ela assim seria, será verdadeiro em todo tempo tanto afirmar que ‘’A coisa é branca’’ ,quanto que ‘’A coisa será branca’’.

Se é verdadeiro em todo o tempo dizer que a coisa é ou será branca, então é necessário que seja branca em todo o tempo.

Deste argumento podemos concluir que:

a) Todos os futuros ocorrem por necessidade

b) Nada ocorre por contingência, pois onde há necessidade não pode haver acaso.

 

2) É impossível defender a posição que afirma que nem a afirmação, nem a negação são verdadeiras.

Provando que a afirmação é falsa, a negação não seria necessariamente verdadeira.

Outro argumento:

Se for verdadeiro afirmar que algo é grande e branco, e se amanhã for verdadeiro afirmar a mesma coisa, então é necessário que pertençam a este sujeito no dia seguinte.

 

Mas no caso de não ser possível afirmar ou negar que um evento ocorrerá amanhã a contingência desaparecerá.

Neste caso, será necessário dizer que o evento ocorrerá e não ocorrerá.

Deste modo, caímos no absurdo se afirmarmos que:

a) Uma das contraditórias deve ser necessariamente verdadeira e a outra falsa.

b) Todas as coisas ocorrem por necessidade, e que não há contingência no futuro.

O futuro contingente

Nos futuros necessários, se uma dada predição será verdadeira, é necessário que seja verdadeira em todos os tempos, e não pode deixar de ocorrer.

Nos casos que esta conclusão não for possível , consideremos que as coisas podem tanto ser quanto não ser no futuro, tendo em vista que nas coisas que não estão sempre em ato existe a potência para ser e não ser.

Ex: Um tecido pode tanto ser cortado em dois pedaços,quanto não ser cortado em duas partes,pois pode ser destruído primeiro.

Daí  chegamos as seguintes conclusões :

I- Nem tudo é ou será por necessidade

II- Há contingentes, e nestes casos a proposição afirmativa não é mais verdadeira do que a afirmativa, nem uma é mais falsa que a outra.

III- O que é deve ser necessariamente quando é, e o que não é pode ser quando não é.

Ex: Uma luta marítima deve ocorrer amanhã ou não, mas não é necessário que ela aconteça amanhã, nem é necessário que não aconteça, mas é necessário que ela deva ou não acontecer amanhã.

 

Bibliografia

[1]ARISTOTELES. Organon, v. 1 (Trad. Pinharanda Gomes). 1ª edição.Lisboa:Guimarães editores LTDA,1985

[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.
 
[3] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmus

 

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