Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 13)

 

12.

Sobre a oposição de proposições modais

Enunciações contraditórias correspondem ao verbo ser em sua forma positiva (É) e negativa (Não é).

Ex: ’’O homem é’’ tem por contraditório ‘’O homem não é’’ e não ‘’O não homem é’’.

 

Essa regra também é válida para proposições em que outro verbo assume a função do verbo ser.

Ex: ‘’O homem anda’’ X ‘’O homem não anda’’.

 

Vejamos se a regra exposta acima é válida para as proposições modais:

a) Considerando que seja válida para as proposições modais:

‘’É possível’’ teria por contraditória ‘’É possível que não’’

Aqui surge um problema: O que pode ser, pode não ser. O que é em potência não é necessário que exista em ato.

Ex: O que pode ser cortado, poderia não ser.

Sabemos que duas contraditórias não podem ser verdadeiras com relação a um mesmo sujeito.

‘É possível que seja’’ não pode, portanto, ter por negativa ‘’É possível que não seja’’.

A negação de ‘’ É possível que seja’’ deve ser ‘’ Não é possível que seja’’.

O mesmo modelo é seguido pelas demais proposições modais, como se vê nos pares de proposições abaixo:

 

É possível                        Não é possível

É contingente                 Não é contingente

É impossível                   Não é impossível

É necessário                   Não é necessário

É verdadeiro                  Não é verdadeiro

 

Bibliografia

[1]ARISTOTELES. Organon, v. 1 (Trad. Pinharanda Gomes). 1ª edição.Lisboa:Guimarães editores LTDA,1985

[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.
 
[3] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmus

 

 

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