Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 15)-Final

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14.

Sobre os juízos contrários.

A afirmação é sempre contrária a uma negação?

Ex: Consideremos as proposições abaixo:

Todo homem é justo

Nenhum homem é justo

Todo o homem é injusto

Quais destas proposições são contrárias?

Para responder esta pergunta é necessário considerar se a palavra falada corresponde ao juízo na mente:

 

  1. Se a palavra falada corresponde ao juízo na mente

Neste caso é contrário o juízo que tem um predicado contrário.

Ex: ‘’Todo homem é justo’’ é contrário a ‘’Todo homem é injusto’’

 

2. Se a palavra falada não corresponde ao juízo na mente

 

Neste caso o contrário se encontra na negação correspondente.

 

O que torna os juízos contrários?

a) Os juízos não são contrários simplesmente por terem sujeitos contrários.O que torna um juízo contrário a outro é a contrariedade frente a um mesmo sujeito.

 

b) Somente são contrários os juízos onde há erro,que existe nas coisas sujeitas a transição.Como exemplo temos:’’O bom é bom’’ e ‘’O bom não é mau’’.

Na primeira proposição ‘’bom’’ pertence a ‘’bom’’ por essência e na segunda proposição ‘’mau’’ se relaciona com ‘’bom’’ de modo acidental.Deste modo,o juízo verdadeiro é mais verdadeiro quando se refere a essência e o juízo falso é ainda mais falso quando predica a essência.

Ex:

‘’Bom não é bom’’ => Juízo falso e referente à essência

‘’Bom é mau’’ => Juízo falso e referente ao acidente.

c) O erro consiste em formular um juízo contrário a verdade.

De dois juízos contrários a um verdadeiro, o mais contrário destes será o verdadeiro contrário do juízo em questão.

d) Para os termos sem contrários o juízo falso é contrário ao verdadeiro.

Ex: ‘’O homem não é homem’’ é um juízo patentemente falso.

e) Nenhum juízo verdadeiro é contrario a outro juízo verdadeiro.

f)Proposições contrárias predicam qualidades contrárias.

Bibliografia

[1]ARISTOTELES. Organon, v. 1 (Trad. Pinharanda Gomes). 1ª edição.Lisboa:Guimarães editores LTDA,1985

[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.
 
[3] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmus

 

 

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