Resumo #10-Isagoge-Porfírio(Parte 16)

 

DO QUE É COMUM A ESPÉCIE E AO ACIDENTE

A espécie e o acidente se predicam de muitos.

DA DIFERENÇA ENTRE A ESPÉCIE E ACIDENTE

1) A espécie se predica no que é,o acidente no como é.

2) Cada substância participa de uma espécie,mas de vários acidentes,quer separáveis,quer inseparáveis.

3)As espécies são interiores aos acidentes,ainda que separáveis.Os acidentes são necessariamente posteriores,ainda que inseparáveis.

Ex: Deve haver um sujeito para que algo nele seja acidente.Deve existir o corvo,para que exista o corvo negro.

4)As espécies tem participação igual,o acidente tem participação não igual.

Ex:O corvo pode ter a cor negra mais intensa,com relação a negritude,do que outro corvo.

 

Bibliografia

[1]  PAIVA, G. B. V. de . Tradução do texto grego de: PORPHYRIUS, Isagoge. Ed. Busse, 1887

[2] ARISTOTLE, & PACE, G. (1967). Aristotlelous Organon = Aristotelis Stagiritae peripateticorum principis organum : hoc est, libri omnes ad Logicam pertinentes, Graece et Latine. Frankfurt/Main, Minerva

[3] Authors/Porphyry/isagoge/parallel

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel

Online, 19/01/2019 às 15:46

[4] Authors/Porphyry/isagoge/

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge

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DO QUE É COMUM A DIFERENÇA E AO ACIDENTE

Tanto as diferenças, quanto o acidente, são ditos de muitos e de modo comum aos acidentes inseparáveis, estando sempre presentes e em todos.

Ex: O bípede está sempre ao homem,e a negritude a todos os corvos.

DA DIFERENÇA ENTRE DIFERENÇA E ACIDENTE

  1. A diferença compreende mas não é compreendida pelas espécies,mas os acidentes compreendem,visto que estão em muitos,e alem disso são compreendidos,dado que seus sujeitos podem receber diversos acidentes.
  2. As diferenças não admitem intenção e remissão,enquanto os acidentes aceitam o mais e o menos.
  3. Os acidentes contrários podem as vezes ser misturados,as diferenças contrárias não podem nunca serem misturadas.

 

Bibliografia

[1]  PAIVA, G. B. V. de . Tradução do texto grego de: PORPHYRIUS, Isagoge. Ed. Busse, 1887

[2] ARISTOTLE, & PACE, G. (1967). Aristotlelous Organon = Aristotelis Stagiritae peripateticorum principis organum : hoc est, libri omnes ad Logicam pertinentes, Graece et Latine. Frankfurt/Main, Minerva

[3] Authors/Porphyry/isagoge/parallel

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel

Online, 19/01/2019 às 15:46

[4] Authors/Porphyry/isagoge/

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge

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DO QUE É COMUM AO GÊNERO E AO ACIDENTE

Tanto  o gênero,quanto o acidente são ditos conforme muitos,quer sejam acidentes separáveis ou inseparáveis.

Ex: Ser movido é predicado de muitos.A cor negra se predica dos corvos e dos etíopes.

DA DIFERENÇA ENTRE GÊNERO E O ACIDENTE

1) O gênero é anterior a espécie,enquanto o acidente é posterior a estas,mesmo que sejam acidentes inseparáveis.

2) Os participantes do gênero participam igualmente,enquanto os que participam do acidente participam não igualmente,de modo que a participação dos acidentes aceita tensionamento e afrouxamento,mas não os que participam dos gêneros.

3) Os acidente subsistem primariamente nos indivíduos,enquanto o gênero,como também as espécies,é anterior as substancias individuais.

4)Os gêneros são predicados das coisas com relação ao o que uma coisa é,enquanto o acidente é predicado em relação ao como uma coisa é.

Vimos até aqui como o gênero difere da diferença,da espécie,do próprio e do acidente.Cabe agora definir o que há de comum e diferente entre os demais predicáveis.

Bibliografia

[1]  PAIVA, G. B. V. de . Tradução do texto grego de: PORPHYRIUS, Isagoge. Ed. Busse, 1887

[2] ARISTOTLE, & PACE, G. (1967). Aristotlelous Organon = Aristotelis Stagiritae peripateticorum principis organum : hoc est, libri omnes ad Logicam pertinentes, Graece et Latine. Frankfurt/Main, Minerva

[3] Authors/Porphyry/isagoge/parallel

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel

Online, 19/01/2019 às 15:46

[4] Authors/Porphyry/isagoge/

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge

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ISAGOGE – INTRODUÇÃO AS CATEGORIAS DE ARISTÓTELES

Isagoge ou introdução às Categorias de Aristóteles foi um livro-texto padrão sobre lógica por mais de mil anos após a morte do filosofo, no terceiro século, e foi um dos seis livros do Ars Vetus ou corpo de escritos sobre a lógica aristotélica que sobreviveu no ocidente latino durante a idade das trevas e início da Idade Média, antes de outros livros de Aristóteles ser recuperados. Foi composto por Porfírio em grego na Sicília durante os anos 268-270, e enviado para Crisaório, de acordo com os comentaristas Ammonius, Elias e David.

A obra inclui uma classificação hierárquica (a árvore de pórfirio) de gêneros e espécies,indo do gênero mais geral até as espécies e indivíduos mais específicos, e uma introdução que menciona o problema dos universais.

A tradução de Boécio da obra, em latim, tornou-se um manual medieval padrão nas escolas e universidades europeias. Muitos escritores, como o próprio Boécio, Averróis, Abelardo e Scotus, escreveram comentários sobre o livro. Outros escritores, como Alberto da Saxônia e William de Ockham, incorporaram-nos em seus livros didáticos sobre lógica.

A primeira tradução latina, não mais existente, foi feita por Marius Victorinus no quarto século. Boécio a utilizou em sua própria tradução. A mais antiga tradução siríaca conhecida foi feita no século VII por Atanásio de Balad. Há também uma tradução armênia antiga. A Introdução foi traduzida para o árabe por Ibn al-Muqaffa,utilizando como base uma versão siríaca. Com o nome em árabe de ‘’Isaghuji’’, foi durante muito tempo um texto padrão de lógica introdutória no mundo muçulmano, e influenciou o estudo da teologia, filosofia, gramática e jurisprudência.

A obra  versa sobre os predicáveis (em latim Praedicabilis, aquilo que pode ser declarado ou afirmado), também conhecidos como quinque voces. Os predicáveis ​​são uma classificação das possíveis relações nas quais um predicado pode se colocar em seu sujeito, com base na classificação original dada por Aristóteles nos Tópicos (iv. 101 b 17-25):

Definição (horos), gênero (genos), diferença (diaphora), propriedade (idion), acidente (sumbebekos).

Na classificação escolástica, as espécies (eidos) substituem a definição (horos).

A obra é celebrada por estimular o debate medieval sobre a questão dos universais.

Porfírio escreve:

‘’Por ora, me negarei naturalmente a dizer, com relação a gêneros e espécies, se subsistem, se são conceitos puros, isolados, e se subsistentes, são corpóreos ou incorpóreos, ou se estão separados de ou em objetos sensíveis e outros assuntos relacionados. Esse tipo de problema é demasiadamente profundo, e requer uma investigação mais extensa. ’’

Embora ele não tenha mencionado mais o problema, sua formulação constitui a parte mais influente de sua obra, pois foram essas questões que formaram a base dos debates medievais sobre o problema dos universais. Os universais existem na mente ou na realidade? Se existem na realidade, são coisas físicas ou não? Se são físico, eles têm uma existência separada dos corpos físicos ou são parte deles?

‘’The Isagoge or “Introduction” to Aristotle’s Categories (LOGIC MUSEUM,2019)’’-TRADUÇÃO NOSSA

 

BIBLIOGRAFIA

1) Authors/Porphyry/isagoge/parallel
http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel
Online, 19/01/2019 às 15:46

2) Authors/Porphyry/isagoge/
http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge
Online, 29/01/2019 às 15:49