Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 4)

 

3. O verbo é aquilo que adiciona ao seu próprio significado a noção de tempo. tomadas separadamente,suas partes  nada significam. Além disso, o verbo sempre é um sinal de algo que se predica de outro.

 

Ex: “saúde” é um nome, mas “estar saudável” é verbo, pois além do seu próprio significado, acrescenta à existência atual a saúde.

 

Os verbos são nomes: Significam algo determinado, mas não expressam julgamento tomados isoladamente, mas implicam em cópula ou síntese, que não pode ser compreendida sem as partes copuladas.

Não são verbos:

a) Expressões como ‘’estar não saudável ‘’ ou ‘’estar não bem’’. Embora expressem tempo e formem um predicado, estas expressões não tem nome. São chamadas de verbos indefinidos.

b) Expressões como ‘’era saudável’’ ou ‘’estará saudável’’. Trata-se de casos ou tempos verbais. Indicam os tempos fora do presente, enquanto o verbo designa somente o presente.

 

 

 

 

Bibliografia

[1]ARISTOTELES. Organon, v. 1 (Trad. Pinharanda Gomes). 1ª edição.Lisboa:Guimarães editores LTDA,1985

[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.
 
[3] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmuseum.com

 

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Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 3)

 

 

2. O nome é uma locução com significado convencional e atemporal, no qual nenhuma parte tem significado próprio quando tomada isoladamente.

Ex:

No nome equífero (Lat. Equiferus – Cavalo selvagem), ”fero” não possui significado  isoladamente, mas na oração Equus ferus (Lat. Cavalo selvagem ) existe significado.

 

Nomes simples e compostos

Nos nomes simples as partes isoladas não possuem significado.

Nos nomes compostos, a parte possui significado, mas tomada isoladamente não possui nenhum sentido.

Ex:

Na palavra barco-pirata, “barco” não possui significado sozinho, somente unido à palavra inteira.

 

Significação por convenção

Nenhuma locução é naturalmente um nome. Só o será a partir do momento que se tornar um símbolo, representando uma afecção da alma. Os sons inarticulados, como os emitidos pelos pássaros possuem significado, mas não constituem nomes.

Não são nomes:

  1. Expressões como “não homem”, pois não constituem negação ou afirmação. São nomes indefinidos.
  2. Expressões como “de Philon”, “para Philon”, etc. São casos ou declinações dos nomes. Os casos não formam proposições verdadeiras ou falsas.

Ex: “de Philon” ou “não é de Philon” não são expressões verdadeiras ou falsas.

 

 

 

 

 

Bibliografia

[1]ARISTOTELES. Organon, v. 1 (Trad. Pinharanda Gomes). 1ª edição.Lisboa:Guimarães editores LTDA,1985

[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.
 
[3] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Aristotle/perihermenias. 

Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 2)

Categorias

 

Antes de tudo, convém que se defina:

 

a) O nome e o verbo ;

b) A negação e a afirmação;

c) A Proposição e o Juízo;

 

As palavras e afecções da alma

A palavra falada simboliza uma experiência mental (Paixão da alma). A palavra escrita simboliza a falada.

As palavras não são universais, as experiências mentais ou afecções da alma são idênticas em todos os lugares,do mesmo modo,as coisas das quais estas são imagens.

 

A verdade e falsidade dos pensamentos

Quanto ao ponto de vista da verdade e falsidade é possível distinguir dois tipos de pensamentos:

 

1.Conceitos que não comportam verdade ou falsidade

 

2. Conceitos que devem ser verdadeiros ou falsos. A verdade e falsidade consistem na            composição e divisão.

 

O que foi exposto acima é válido também para palavras em geral.

 Os nomes e verbos

Os nomes e verbos são semelhantes aos conceitos que não comportam divisão ou composição.

Ex: O termo ”homem” tomado isoladamente não é verdadeiro nem falso. Somente será verdadeiro ou falso se lhe acrescentarmos algo, como por exemplo, existência e não existência.

 

Bibliografia
[1]ARISTOTELES. Organon, v. 1 (Trad. Pinharanda Gomes). 1ª edição.Lisboa:Guimarães editores LTDA,1985

[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.
 
[3] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Aristotle/perihermenias. 

Resumo #11-Perihermenias/De interpretatione- Aristóteles (Parte 1)

 

INTRODUÇÃO

‘’A obra contém as principais considerações da teoria Aristotélica a respeito do significado e da verdade, ponto de partida para a semântica terminista medieval.

Algumas ideias são as seguintes:

  1. Um nome (substantivo) e um verbo são requisitos necessários para fazer uma sentença (o que Boécio chama de oratio).Nem toda sentença é uma proposição (oratio enuntiativa), visto que as súplicas são sentenças,mas não formam proposição.

 

 Somente é proposição o que comporta verdade e falsidade (enuntiativa vero non omnis sed in qua verum vel falsum inest). Boécio usa apenas uma a palavra “propositio” para o que Edghill traduz como “a admissão de uma premissa”  No entanto, escritores posteriores como Ockham preferiam o termo proposição”, que é o ancestral de nossa “proposição” moderna.

2. Palavras faladas são sinais de modificações mentais (Boécio: notae passionum animae – literalmente paixões ou modificações da alma). Embora os sinais não sejam necessariamente os mesmos (ou seja, se os idiomas escritos ou falados forem diferentes), essas modificações são as mesmas em todas as pessoas (eaedem omnibus passiones animae sunt). Mais tarde desenvolveu-se a ideia, defendida por Ockham e Buridan e outros, de que as proposições faladas, isto é, as sentenças, representam proposições mentais das quais são os sinais exteriores.

3. Sinais universais são por natureza predicados de muitos. A fórmula latina universale quod in pluribus natum est praedicari,  foi repetida por escritores de tratados lógicos como Pedro da Espanha e centenas de outros desde então.

4. Uma afirmação é uma declaração de algo sobre algo (affirmatio vero est enuntiatio alicuius de aliquo), uma negação é uma declaração de algo sobre algo (negatio vero enuntiatio alicuius ab aliquo).

A formula latina reflete nitidamente o grego, onde a diferença entre uma afirmação “positiva” e negação “negativa” é expressa simplesmente por preposições.

Afirmação (kataphasis) é apophanis tinos kata tinos, (algo de algo) e negação (apophasis) é apophansis tinos apo tinos. ‘Nego’ em latim significa negar.

5 . Toda afirmação tem uma negação oposta e, do mesmo modo, toda negação tem uma  afirmação oposta (omni affirmationi est negatio opposita et omni negationi affirmatio). É a  base do conhecido  “quadrado de oposições”.

6.  A distinção entre proposições singulares e gerais.

7.  A ideia de negação de amplo escopo ou  sentença’. Aristóteles diz que uma negação deve negar exatamente o que afirma a afirmação (idem oportet negare negationem quod affirmavit affirmatio).

8. Quando se trata do que é ou do já ocorreu,A afirmação ou negação devem ser verdadeiras ou falsas. (In his ergo quae sunt et facta sunt necesse est affirmationem vel negationem veram vel falsam esse). Isso leva ao famoso quebra-cabeça que nada existe ou acontece por acaso. Qualquer coisa que aconteça amanhã, É verdadeiro dizer que acontece amanhã. Mas se verdadeiro, por exemplo, que uma batalha naval (navale bellum) acontecerá amanhã, isso sugere que isso é inevitavelmente verdadeiro, e que futuro acontecerá por necessidade.[ …]

Adaptado de ‘’ Authors/Aristotle/Perihermenias.”  – The Logic Museum, 20171 (Tradução nossa)

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

[1] Authors/Aristotle/Perihermenias.”  - The Logic Museum, 2017, www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Aristotle/perihermenias.


[2] Aristotle, Johann Theophilus ; Buhle, & Bipontina, Societas (1791). _[Aristoteles] Aristotelis Opera Omnia Graece_. Ex Typographia Societatis.



 

 

Resumo #10-Isagoge-Porfírio(Parte 17)

 

 

 

DO QUE É COMUM AO PRÓPRIO E O ACIDENTE

 

1.É comum ao próprio e ao acidente inseparável que não subsistam sem aquilo em que são contemplados.

Ex: O homem não subsiste sem risibilidade. O etíope não subsiste sem o preto.

2. A propriedade esta presente em todos e sempre, do mesmo modo que o acidente.

 

DA DIFERENÇA ENTRE O PRÓPRIO E O ACIDENTE

 

1.A propriedade esta presente em uma única espécie,mas o acidente inseparável está presente em várias.

Ex:O risível esta somente no homem,mas a cor negra está no etíope,no corvo,no carvão,etc.

2. A propriedade é predica reciprocamente,mas não o acidente inseparável .

3. A participação do próprio é igual,a do acidente comporta mais ou menos.

 

 

Bibliografia

[1]  PAIVA, G. B. V. de . Tradução do texto grego de: PORPHYRIUS, Isagoge. Ed. Busse, 1887

[2] ARISTOTLE, & PACE, G. (1967). Aristotlelous Organon = Aristotelis Stagiritae peripateticorum principis organum : hoc est, libri omnes ad Logicam pertinentes, Graece et Latine. Frankfurt/Main, Minerva

[3] Authors/Porphyry/isagoge/parallel

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel

Online, 19/01/2019 às 15:46

[4] Authors/Porphyry/isagoge/

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge

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DO QUE É COMUM A ESPÉCIE E AO ACIDENTE

A espécie e o acidente se predicam de muitos.

DA DIFERENÇA ENTRE A ESPÉCIE E ACIDENTE

1) A espécie se predica no que é,o acidente no como é.

2) Cada substância participa de uma espécie,mas de vários acidentes,quer separáveis,quer inseparáveis.

3)As espécies são interiores aos acidentes,ainda que separáveis.Os acidentes são necessariamente posteriores,ainda que inseparáveis.

Ex: Deve haver um sujeito para que algo nele seja acidente.Deve existir o corvo,para que exista o corvo negro.

4)As espécies tem participação igual,o acidente tem participação não igual.

Ex:O corvo pode ter a cor negra mais intensa,com relação a negritude,do que outro corvo.

 

Bibliografia

[1]  PAIVA, G. B. V. de . Tradução do texto grego de: PORPHYRIUS, Isagoge. Ed. Busse, 1887

[2] ARISTOTLE, & PACE, G. (1967). Aristotlelous Organon = Aristotelis Stagiritae peripateticorum principis organum : hoc est, libri omnes ad Logicam pertinentes, Graece et Latine. Frankfurt/Main, Minerva

[3] Authors/Porphyry/isagoge/parallel

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel

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[4] Authors/Porphyry/isagoge/

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge

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DO QUE É COMUM A ESPÉCIE E O PRÓPRIO

 

1.É comum a espécie e a propriedade se predicarem um do outro.

Ex:Se algo é homem,é risível;se for risível,é homem.

2. As espécies e propriedades também estão igualmente nos seus participantes.

 

DA DIFERENÇA ENTRE A ESPÉCIE E O PRÓPRIO

  1. A espécie pode ser gênero de outras coisas,enquanto a propriedade não pode ser o próprio de outras coisas.

       2.  A espécie subsiste antes da propriedade,o próprio é gerado depois da espécie.

        Ex: Deve haver homem,para que este seja risível.

        3. A espécie está sempre em ato com relação a seu sujeito,enquanto a propriedade              pode estar em potência.

         Ex: Sócrates é sempre homem,mas não é necessário que ria sempre,embora sempre            esteja apto a rir.

      4. Coisas com definição diferentes,são necessariamente diferentes.A definição da               espécie diz que esta sob o gênero,sendo predicada de muitas,diferindo em numero no        que uma coisa é.

       A definição de propriedade afirma que ela está em um somente,em todo individuo e         sempre.

 

 

Bibliografia

[1]  PAIVA, G. B. V. de . Tradução do texto grego de: PORPHYRIUS, Isagoge. Ed. Busse, 1887

[2] ARISTOTLE, & PACE, G. (1967). Aristotlelous Organon = Aristotelis Stagiritae peripateticorum principis organum : hoc est, libri omnes ad Logicam pertinentes, Graece et Latine. Frankfurt/Main, Minerva

[3] Authors/Porphyry/isagoge/parallel

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge/parallel

Online, 19/01/2019 às 15:46

[4] Authors/Porphyry/isagoge/

http://www.logicmuseum.com/wiki/Authors/Porphyry/isagoge

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