Resumo 7#-Tratado de Filosofia-Tomo I (Lógica e Cosmologia)-Regis Jolivet-LOGICA MENOR(Parte 2)

 

 

INTRODUÇÃO –O QUE É LÓGICA

Art I-Noção de lógica

A.DEFINIÇÃO

-Lógica:de logos(grego)=>Razão

-Ciência das leis ideais do pensamento e a arte de aplica-las corretamente para procurar demonstrar a verdade.

1.LÓGICA COMO CIÊNCIA

A lógica é um sistema de conhecimentos certos baseados em princípios universais.

-Lógica filosófica x Lógica espontânea(Aptidão inata da inteligência)

 

2.A CIÊNCIA DAS LEIS IDEAIS DO PENSAMENTO

A Lógica define quais devem ser as operações intelectuais para satisfazer as exigências de um pensamento correto.

a)Lógica e psicologia:

A lógica fornece as regras de exercício e da validade das operações, enquanto a psicologia descreve as operações da inteligência viva,procedendo sobre os fatos e visando definir condições de existência.

b)Lógica e experiência

A lógica não é uma ciência experimental.

 

3.A LÓGICA COMO ARTE

A lógica atua como ciência normativa e arte.Tem por fim determinar as regras do pensamento verdadeiro ,diferente das ciências positivas.

A lógica é arte enquanto método que permite fazer bem uma obra,segundo certas regras.

 

4.O FIM DA LÓGICA:PROCURA E DEMONSTRAÇÃO DA VERDADE

-Oposição entre lógica e verdade:É possível julgar mal e raciocinar bem,tirando consequências legitimas de princípios falsos.

-Lógico é aquilo que é coerente,Verdadeiro é aquilo que esta conforme ao objeto.

-Em todo o erro há uma falta de lógica:só pode ser verdadeiramente lógico e correto aquilo que esta de acordo com a verdade.

 

5.O MITO DO ‘’PRÉ-LOGISMO’’

Alguns dizem que os primitivos teriam uma mentalidade estranha ou refratária a nossa lógica, ignorando o principio de não contradição.

Não há como falar em pré-logismo, pode-se falar de uma mentalidade primitiva e pré cientifica.

 

B.HISTÓRIA DA LÓGICA

1.ANTIGUIDADE GREGA

Aristóteles levou a lógica a um alto grau de perfeição,depois dele os estoicos se aplicaram no desenvolvimento da lógica puramente formal.

2.IDADE MÉDIA

Boécio e os escolásticos refinaram a lógica aristotélica,integrando nela as descobertas estoicas sobre o silogismo hipotético.

3.ÉPOCA MODERNA

Lógica simbólica de Leibniz e método de indução(Bacon e Stuart Mill).

4.ÉPOCA CONTEMPORÂNEA

Séc XIX,Estudos de lógica das preposições,se serve de um formalismo simbólico extremamente complexo.

Art.II- Importância da lógica

1.LÓGICA EMPÍRICA

Antes de qualquer formulação de leis do pensamento nós somos capazes de praticar instintivamente as diferentes operações lógicas.

 

2.UTILIDADE DA LÓGICA CIÊNTIFICA

a)Lógica e bom censo:Se o bom senso é sempre necessário,no entanto nem sempre é suficiente.A lógica é necessária para tornar a inteligência mais penetrante e para ajuda-la a justificar suas operações,permitindo recorrer a princípios que garantem a legitimidade delas.

b)Lógica e prática cientifica:Todas as faculdade do homem devem ser aperfeiçoadas pelo exercício.Assim também a faculdade de raciocinar deve ser cultivada e aperfeiçoada como as outras.

Art.III-Método e divisão da lógica

1.EXPERIENCIA COMPLEXA DO ASSENTIMENTO E NÃO-ASSENTIMENTO

O Ponto de partida da lógica cientifica consiste na experiência intelectual reconhecida como correta e válida.Isso pode ser entendido sob dois pontos de vista:

a)Experiência objetiva:O ato de ter algo por verdadeiro ou falso se apresenta como resultado do fato que a asserção que provamos está de acordo com experiências objetivas.Ex:O fogo queima.

b)Experiência lógica:Adesão a certas asserções por uma demonstração.

2.LÓGICA FORMAL X MATERIAL

A lógica menor trata de definir condições do pensamento coerente consigo mesmo.

A lógica maior trata da forma que o pensamento deve tomar atendendo aos diferentes objetos aos quais ele pode se aplicar.

 

LÓGICA MENOR

CAPÍTULO 1:SIMPLES APREENSÃO E TERMO

A lógica formal estabelece as condições de coerência do pensamento consigo mesmo.

O pensamento é composto de três operações intelectuais:

Apreensão:Concepção de uma ideia.

Juízo:Afirmação ou negação de uma relação entre duas ideias.

Raciocínio: operação pelo qual de dois ou mais juízos tira-se outro que deles decorre  necessariamente.

Para cada uma dessas operações há um correspondente na expressão verbal:

Para a apreensão,o termo.

Para o juízo a proposição.

Para o raciocínio,o argumento.

 

Art I.Definições

A.SIMPLES APREENSÃO E IDÉIA

1.APREENDER

Apreender é o ato pelo qual a inteligência concebe uma ideia,sem nada afirmar nem negar.

2.IDÉIA OU CONCEITO

É a simples representação determinada de um objeto sensível.Ex:Homem,triangulo,etc..

a)Conceito mental x conceito objetivo

Conceito mental é a coisa concebida enquanto concebida,aquilo pelo qual a inteligência conhece.

Conceito objetivo é aquilo que a inteligência conhece ,é o objeto conhecido enquanto objeto.

 

b)Ente real x ente de razão

Ente real:realizável.

Ente de razão:Pensável mais não realizável fora da inteligência.são as privações e as noções universais enquanto tais.

B.O TERMO

1.DEFINIÇÃO

Termo é a expressão verbal ou sinal da ideia.

Pode ser expresso por várias palavras significando uma única ideia lógica.

2.NOÇÃO DE SINAL

É toda a coisa que faz conhecer outra.

3.DIVISÃO DO SINAL

a)Sinal instrumental e sinal formal

Sinal instrumental:Aquele que conhecido primeiro leva a conhecer outra coisa.

Sinal formal:Semelhança do objeto na faculdade cognoscente.

 

C.SUPLÊNCIA(‘’SUPOSITIO’’)

Consiste em tomar um dos termos por um dos objetos que ele significa.

Art.II-Compreensão e Extensão

 A.DEFINIÇÃO E RELAÇÃO

Uma ideia pode ser considerada do ponto de vista da compreensão e da extensão;

Compreensão:Conjuntos componentes de elementos de uma ideia.É o conteúdo de uma ideia.

Extensão:Conjunto de sujeitos aos quais as ideias convém.

 A

 

Hierarquia das ideias e dos termos:É possível ordenar as ideias segundo uma categoria baseada em sua extensão.

Genêro:Toda ideia que contêm outras ideias gerais.É a ideia superior em extensão.

 

 

Espécie:Toda ideia que contêm apenas indivíduos. É ideia inferior em relação a primeira.

 

Individuo:Abaixo da espécie está o individuo,constituído metafisicamente por uma diferença numérica.Não podemos conhecer a diferença individual em si,somente por meio de notas individualizantes(forma,figura,tempo,família,país,nome).

 B

C

 

B.OS PREDICÁVEIS OU UNIVERSAIS

Predicáveis são os modos pelas quais uma coisa pode ser dita de um sujeito.

Há cinco predicáveis,fora destes não há outra maneira possível de atribuir o universal a um sujeito:

D

 

Natureza dos predicados

:Os predicados são somente modos de atribuição ,ou seja,entes de razão.

Problemas dos universais

Qual valor se deve atribuir aos universais?

Nominalistas radicais:Negam aos conceitos universais toda realidade objetiva e subjetiva.

Nominalistas moderados:O conceito universal é realidade na inteligência,mas nada corresponde na realidade.

Realistas moderados:O universal como tal só existe na inteligência mas representa uma natureza real objetiva sob uma forma abstrata e universal.

 

Graus metafísicos

E

 

C.OS PREDICAMENTOS OU CATEGORIAS

Diferem dos predicáveis por serem os próprios atributos e não simples modos de atribuição.São modos especiais sob os quais o ser pode existir,ou seja,o conjunto de gêneros supremos em que se distribui todo o real.

Substância x acidente

O ser pode ser substância (capaz de existir em si e não em outrem como sujeito) ou acidente(Capaz de existir apenas em outro como um sujeito).

Distinguem-se 9  nome espécies de acidentes:

Qualidade                Posição

Quantidade         Situação no tempo

Relação              o ter

Ação

Paixão

Localização

 

Acidente predicável e Acidente categórico

Acidente predicável:Se opõe ao próprio. Ex:A roupa com que Pedro se veste;

Acidente categórico:Se opõe a substancia,como uma propriedade.Ex:O rir atribuído ao homem.

 

D.ATRIBUIÇÃO POR SI (A PRIORI)

 F

 Modos de atribuição a priori

 G

 

Art III-Classificação das ideias e dos termos

Pode-se classificar as ideias tomados distintos pontos de vista:
1)Ponto de  vista da compreensão e  extensão.

2) Ponto de  vista das relações mutuas de ideias.

3) Ponto de  vista da perfeição das ideias

4)Ponto de vista do modo de significação

 

1)Ponto de  vista da compreensão e  extensão.

a)do ponto de vista da compreensão,podem ser:

I-SIMPLES OU COMPOSTAS:Conforme compreenda um ou mais elementos ou conforme seus elementos sejam apreendidos separadamente ou não.

II-CONCRETA OU ABSTRATA:Concreta se aplica-se a um sujeito ou qualidade do sujeito,Abstrata se aplica-se a natureza ou essência consideradas em si mesmas.

III-POSITIVA OU NEGATIVA:Positiva se exprime algo real e possível,Negativa se exprime negação ou privação.

IV-DIRETA OU REFLEXA:Direta se é resultado da consideração direita de algo(homem,sábio).Reflexa se é resultado de uma reflexão da inteligência sobre as próprias ideias.

b)Do ponto de vista da extensão podem ser:

I-IDÉIA SINGULAR:É a ideia que só pode ser aplicada a um único individuo.

II-IDÉIA PARTICULAR:É a ideia que se aplica de modo indeterminado a uma parte de uma espécie ou classe.

III-IDÉIA UNIVERSAL: É a ideia que convém a todos os indivíduos de um gênero ou espécie.

IV:CONCEITOS COLETIVOS(Se aplica a um grupo de indivíduos tomados no todo)  E DIVISIVOS(Se aplica a indivíduos tomado com tais).

 

2) Ponto de  vista das relações mutuas de ideias.

I-CONTRÁDITÓRIOS:Conceitos que um exclui o outro sem que haja meio termo possível entre eles.Ex:Branco e não branco,Ser e não ser.

II-CONTRÁRIOS: Conceitos que exprimem notas opostas em um mesmo gênero,há meio termo entre eles.Ex:Branco e preto,Avaro e prodígio.

III-PRIVATIVOS:Conceitos que negam alguma propriedade ou qualidade de um sujeito que normalmente a possui.Ex:Cego, em relação ao homem.

IV-RELATIVOS: Conceitos que exprimem uma ordem tal que um não pode dar-se sem outro.Ex:Pai e filho;Direita e esquerda.

 

3) Ponto de  vista da perfeição das ideias

I-IDÉIA ADQUADA E NÃO ADQUADA:Quando apresenta, ou não ,á inteligência,todos os elementos do objeto.

II- IDÉIA CLARA OU OBSCURA:Quando basta ou não para fazer reconhecer seu objeto entre outros objetos.

III- IDÉIA DISTINTA OU CONFUSA:Quando faz conhecer,ou não,os elementos que compõe seu objeto.

4)Ponto de vista do modo de significação

I-UNÍVOCO :Conceito que se pode atribuir de modo absolutamente idêntico a sujeitos diferentes.Ex:Conceito Homem se aplica univocamente a Pedro,a Paulo ,a João.

II-EQUÍVOCO: Conceito que só se aplica a sujeitos diversos em sentido totalmente diferente.

III-ANÁLOGO: Conceito que versa sobre realidades essencialmente diversas mas que tem alguma relação entre si.

 

Art IV- Definição e divisão das ideias e dos termos

A.Regra formal das ideias e dos termos

Em si mesma uma ideia não é nem verdadeira nem falsa.Ela é o que é e nada mais.

-Uma ideia pode ser contraditória.É contraditória a ideia que compreende elementos que se excluem entre si.Ex:Circulo-Quadrado.Ideias contraditórias são sempre confusas.

-Para evitar que nossas ideias sejam contraditórias é preciso defini-las e dividi-las.

 

 Definição

-Consiste em circunscrever exatamente a compreensão de um conceito.Dizer aquilo que uma coisa é.

Há diversas espécies de definição:

I-DEFINIÇÃO NOMINAL:É a que fixa o emprego de uma palavra.Não é definição em sentido estrito,pois não diz o que algo é.

II-DEFINIÇÃO REAL:É a que exprime a natureza da coisa.

Pode ser:

a)Essencial:Se faz pelo gênero próprio e pela diferença específica.Ex:Homem é animal racional.Animal=Gênero próximo  e Racional=Diferença específica.

b)Descritiva:Quando por falta de gênero próximo e diferença específica.Enumera as propriedades e características marcantes duma coisa para permitir distingui-la de outras.

c)Causal:Quando se refere a causa da coisa a definir.Seja a causa eficiente ou final.

 

Regras da definição

1)A definição deve ser mais clara do que o definido:Não deve conter o termo a definir,deve ser breve ,e não deve ser negativa(com exceção das privações e das realidades espirituais).

2)A definição deve convir a todo o definido e só ao definido:Não deve ser demasiada estreita e nem demasiada ampla.A definição ainda deve ser convertida do definido.

Ex:’’O homem é um animal racional’’ pode ser convertido a ‘’O animal racional é o homem’’.

 

Limites da definição

Há quatro casos que a definição é impossível e inútil.

1)Ideias extremamente simples.Ex:A ideia de ser,que não possui outra definição que ‘’aquilo que é’’.

2)Ideais extremamente gerais.Gêneros supremos que não possuem gênero próximo.

3)Entes individuais enquanto tais.

4)Dados experimentais como prazer,dor,luz,calor,etc..

 

A divisão

Dividir é distribuir o todo em suas partes.Há tantas espécies de divisão quanto de todo.

Espécies

Chama-se todo aquilo que pode ser resolvido fisicamente ou idealmente em vários elementos.

Há três espécies de todo:

I-Físico:É aquele cujas as partes são realmente distintas.Pode ser:

a)Quantitativo(integral):Composto de partes homogêneas(integrantes).Ex:um bloco de concreto.

b)Essencial:Quando forma uma essência completa.Ex:Homem

c)Potencial:Quando composto de diferentes potencias ou faculdades.Ex:Alma.

d)Acidental:Quando composto de partes unidade de fora.

II lógico:É aquele que as partes só se distinguem pela razão.Exprime uma noção universal que contêm em si outras.Ex:O gênero contêm as espécies,A ideia de metal em relação aos diversos metais.

III-Moral

É aquele cujas partes,atualmente distintas e separadas,estão unidas pelo laço moral de um mesmo fim:Exprime-se por um conceito coletivo.Ex:Nação,Exército,etc..

Regras de divisão

I-Deve ser completa ou adequada:Deve enumerar todos os componentes de que se compõe o todo.

II-Ser irredutível: Enumera elementos verdadeiramente distintos entre si,de modo que nenhum esteja compreendido no outro.

III-Ser baseada sobre o mesmo principio e,por conseguinte,proceder por membros verdadeiramente opostos entre si.

 

 

CAPÍTULO 2: O JUÍZO E A PROPOSIÇÃO

Art I-Definições

A.NOÇÃO DE JUÍZO

-Juízo é ‘’A afirmação de uma relação de conveniência e não conveniência entre dois conceitos.’’

-Todo juízo é composto de três termos:Sujeito,predicado(Aquilo que se afirma ou se nega do sujeto) e por um verbo cópula(Liga o sujeito ao predicado).

-O Sujeito e o objeto constituem a matéria do juízo e o verbo constitui a forma.

-Existem ainda os juízos de existência,compostos somente por sujeito e verbo.

Ex:Deus é.

Essência do juízo

O juízo consiste,essencialmente,no ato de afirmar ou de negar,por meio do verbo,quer a conveniência ou a não conveniência de dois conceitos.

-Diferencia-se da proposição simplesmente anunciativa,pois só há autentico juízo quando a inteligência se pronuncia sobre o verdadeiro e o falso.

Simplicidade e indivisibilidade do juízo

O juízo enquanto ato da inteligência é simples e indivisível.

-O ato de afirmar ou negar ,que é a essência do juízo é simples.

B.NOÇÃO DE PROPOSIÇÃO

-Proposição é o sinal ou expressão verbal do juízo.

-Também é composta de:

três termos:Sujeito,Predicado e verbo,( Proposições atributivas  )  ou

dois termos: Sujeito e verbo(Proposições existenciais)

 

Sujeito e predicado

 H

 

Verbo

Definição de Prisciano:’’É a parte da oração cuja função própria é significar a ação,em tempo e modo.

Definição de Aristóteles:O verbo se reduz a um nome que significa um conceito correspondente a ação enunciada pelo verbo.

Verbo copulativo e verbo existencial

Único verbo das proposições lógicas é o ver ser.

-No entanto,Esse verbo possuem duas funções diferentes do verbo:

a)Verbo copulativo:Serve para ligar um predicado a um sujeito.

Ex:’’O Homem é mortal.

b)Verbo Existencial:Põe a existência real de um sujeito.Ex:Deus é.

-O verbo copululativo e existencial são irredutíveis entre si.

 

Primado do ‘’esse’’ existencial

-A dualidade do verbo ‘’é’’ é desconfortável para a inteligência ,que procura sempre a unidade.Há portanto que se tentar encontrar esta unidade.

-Não é possível afirmar que a existência possível e a existência real possam ser pensadas por um conceito unívoco.

-O ente finito é composto de essência e de existência,de tal modo que a essência e existência,como princípios metafísicos,formam um só ente,uno e indiviso em si mesmo.

 

Toda lógica é predicativa

-Daí se chega que todo a lógica é predicativa ou de atribuição,não havendo lógica existencial.

Compreensão e extensão

-Todo juízo atributivo pode ser tomado do ponto de vista da compreensão e as extensão.

Ex:O homem é mortal.

‘’mortal’’ é um atributo de homem(Compreensão) e’’ homem’’ faz parte da classe mortal(Extensão).

-A formula para fixar a relaçao dos termos da proposição é construída do ponto de vista da compreensão :’’O predicado está no sujeito.’’ Ou ‘’O predicado pertence ao sujeito’’.

Art II espécies de juízos e proposições  

Os  juízos de atribuição e as proposições predicativas podem ser classificados do ponto de vista da cópula,da matéria,da qualidade e da quantidade.

A.PONTO-DE-VISTA DA FORMA(OU CÓPULA)

Proposições categóricas(Simples):Tem por parte dois conceitos ligados, afirmativamente ou negativamente, pela cópula ‘’é’’.

Ex:Pedro é cientista,O homem não é imortal.

Proposições hipotéticas(compostas):Têm por partes duas proposições reunida por outra cópula que não o verbo.

Ex:Se Pedro é trabalhador,passará nos exames.Ou é noite,Ou é dia.

 

 Tipos de Proposições hipotéticas

Abertamente compostas:

Proposições conjuntivas:Partes unidas por ‘’é’’ ou’’nem’’.As partes são V ou F conjuntamente.Ex:Os bons tornam-se pobres e os maus,ricos.

Proposições  disjuntivas:Parte unidas por ‘’ou’’.Enunciam uma alternativa que não admite meio termo.Ex:Ou é dia,ou é noite.

Proposições condicionais:Partes unidas por ‘’se’’.Enunciam a condição que depende de uma coisa.Ex:Se Pedro trabalhar,terá êxito.

Ocultamente compostas:

Exeptivas:Assinaladas por ‘’salvo’’ ou ‘’exceto’’.

Exclusivas: Assinaladas por ‘’só’’ ou ‘’somente’’.

Reduplicativas: Assinaladas por ‘’enquanto’’.

 

B.PONTO-DE-VISTA DA MATÉRIA

Juízos analíticos:Atributo é ou idêntico ao sujeito,ou essencial ao sujeito,ou próprio ao sujeito.

Ex:O homem é um animal racional,O homem é racional,O circulo é redondo.

Juízo sintético:Não exprime nada de essencial ao próprio ou ao sujeito.

Ex:Esse homem é velho.O Tempo está claro.

C.PONTO-DE-VISTA DA QUALIDADE

Proposição afirmativas e negativas:conforme seja de conveniência ou não conveniência a relação do atributo ao sujeito.

Proposições modais

 I

D.PONTO-DE-VISTA DA QUANTIDADE

J

Art III A oposição

A.PROPOSIÇÕES COM O MESMO SUJEITO E PREDICADO

As quatro proposições

Toda proposição tem ao mesmo tempo quantidade e qualidade.Pode-se distinguir quatro espécies de proposição com o mesmo sujeito e predicado:

Universal afirmativa(A):Sujeito é tomado em toda sua extensão,predicado é tomado apenas em parte da extensão.Ex:O homem é mortal.

Universal negativa(E):Sujeito e atributo são tomados em toda sua extensão.

Ex:O homem não é um anjo.

Particular afirmativa(I):Sujeito e predicado tomados em parte de sua extensão.

Ex:Algum homem é virtuoso.

Particular negativa(O): Sujeito é tomado em parte de sua extensão,predicado é tomado em toda sua extensão.Ex:Algum homem não é virtuoso.

 

As várias oposições

Tomada na relação mutua,as proposições podem diferir pela qualidade,quantidade,quer pelas duas ao mesmo tempo.

K

L

C.LEIS DAS OPOSIÇÕES

Leis das contraditórias:Duas contraditórias(A e O,E e I),não podem ser nem verdadeiras nem falsas ao mesmo tempo.Se uma é V a outra é necessariamente falsa.

Lei das contrárias:Duas proposições contrárias(A e E),não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo,Mais podem ser as duas falsas.

Lei das subcontrárias:Duas subcontrárias(I e O) não podem ser falsa ao mesmo tempo,mas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.

Lei das subalternas:Duas subalternas (A e I,E e O) podem ser verdadeiras ao mesmo tempo e falsas ao mesmo,podem ainda uma ser verdadeira e a outra falsa.

 

Oposição das proposições modais

M

Art. IV-Conversão das proposições

A conversão consiste em  traspor os termos de uma proposição sem modificar a qualidade.

Ex:Nenhum círculo é quadrado pode ser convertido em Nenhum quadrado é um círculo.

 Regra geral de conversão

N

Aplicações

a)A universal afirmativa(A) se converte numa particular afirmativa(I).A conversão não é recíproca(exceto para definições).

Ex:Todo homem é mortal convertido em algum homem é mortal.

b)A universal negativa(E),Converte-se simplesmente.É recíproca.

Ex:Nenhum homem é espírito puro convertido em Nenhum espírito puro é homem.

c)A particular afirmativa(I) também convertem-se simplesmente. É recíproca.

Ex:Algum homem é cientista Converte-se em algum cientista é homem.

d)A particular negativa (O) não pode ser convertida regularmente.

A conversão dos modais

O

 

CAPÍTULO 3: RACIOCÍNIO E O ARGUMENTO

Art I – Noções gerais

A.DEFINIÇÕES

O raciocínio:’’Operação pela qual a inteligência,de duas ou mais relações (Juízos)conhecidas,conclui outra relação que delas decorre logicamente.’’

Argumento:É a expressão verbal do raciocínio.

Consequência:É o encadeamento lógico das proposições que compõe um argumento.

Antecedente:Proposições de onde é tirada a conclusão.

Conclusão(Consequente):A proposição resultante do raciocínio.

P

Consequência e argumento

Q

B.DIVISÃO

O raciocínio consiste em parte do conhecido para encontrar o desconhecido.

Existe duas formas de raciocínio:

Raciocínio dedutivo:É um movimento do pensamento pelo qual se estabelece a verdade de uma proposição universal enquanto contida numa verdade universal da qual ela deriva.

Ex:

W

Raciocínio indutivo: É um movimento do pensamento pelo qual se passa de uma ou mais verdades singulares a uma verdade universal.

Ex:

X

Regras principais do raciocínio dedutivo

Relativo ao verdadeiro e ao falso

a)Do verdadeiro só se segue o verdadeiro

b)Do falso podem seguir-se o verdadeiro e o falso,

Relativo ao necessário e ao contingente

a)Do necessário só se segue o necessário

b)Do contingente podem seguir-se o contingente ou o necessário.

c)Do contingente não pode seguir-se o impossível

Relativo ao antecedente e ao contingente

a)Aquilo que concorda com o antecedente concorda com o consequente,mas não inversamente.

b) Aquilo que não concorda com o consequente,não pode concordar com o antecedente,mais não inversamente.

Art II-O Silogismo

Silogismo é um argumento pelo qual,dum antecedente,que une dois termos a um terceiro,tira-se um consequente,que une estes dois termos entre si.

Todo silogismo é composto de três proposições,na qual três termos são comparados dois a dois:

Termo maior(T),O termo de maior extensão

Termo menor(t)O termo de menor extensão

Termo médio(M),intermediário em extensão entre o T e t.

Ex:

Y

Análise do silogismo

Z

Princípios do silogismo

a)Princípio da compreensao(princípio metafísico):Duas coisas identicas a uma terceira são identicas entre si.

b)Princípio da extensão (princípio lógico):Tudo o que é afirmado ou negado  universalmente de um sujeito é afirmado ou negado de todo o contido nesse sujeito.

Ex:Se se afirma que a virtude é amavél,se afirma que todo a virtude é amável.

A.AS OITO REGRAS DO SILOGISMO

AA

B.REDUÇÃO DAS REGRAS

Estas oito regras podem ser reduzidas a três principais regras:

1)Primeira regra-O silogismo não deve ter mais de três termos:

Isto pode ocorrer de três modos:

a)Dando ao termo médio duas extensões (dois signficados):

Ex:

BB

b)Tomando o termo médio particularmente duas vezes:

CC

c)Dando ao termo maior ou ao menor uma extensão maior na conclusão que nas premissas:

DD

2)Segunda regra:De duas premissas particulares nada se afirma.

 

FIGURAS DO SILOGISMO

A.NOÇÃO E REGRAS DAS FIGURAS

A figura do silogismo resulta do lugar do termo médio nas premissas,levando em conta c)Dando ao termo maior ou ao menor uma extensão maior na conclusão que nas premissas:

se este é sujeito ou predicado nas premissas.

Existem então quatro possibilidades, descrita pelo seguinte mnemônico em latim:

Sub-prae,Tum prae-prae,Tum sub-sub,denique prae-sub.

1)Primeira figura (Sub-prae):O termo médio é sujeito na maior e predicado na menor.

EE

Regra:A menor deve ser afirmativa e a maior universal.

 

2)Segunda figura(Prae-prae):O termo médio é predicado nas duas premissas.

FF

Regra:Uma das premissas deve ser negativa e a maior deve ser universal.

 

3)Terceira figura(Sub-sub):O médio é sujeito nas duas premissas:

GG

Regra:A menor deve ser afirmativa e a conclusão particular.

4)Quarta figura(Prae-sub):O médio é predicado na maior e sujeito na menor.

HH

Esta figura,chamada também de figura galenica é uma forma indireta da primeira figura.

B.VALOR RELATIVO DAS DIVERSAS FIGURAS

Embora todos as figuras sejam válidas,os da primeira figura dá silogismos perfeitos,pois são extremamente claros e os termos são colocados em sua ordem natural,enquanto nas outras figuras é necessário um certo esforço para apreender o encadeamento dos termos.

Redução à primeira figura

Este silogismo da segunda figura

II

Pode ser convertido a esse silogismo da primeira figura:

JJ

E esse silogismo da terceira figura:

KK

Pode ser convertido a esse silogismo da primeira figura:

LL

MODOS DO SILOGISMO

Definição e divisão

MM

Modos legítimos

Porém,grande parte dos 64 modos possíveis ferem alguma ou algumas das regras do silogismo.

Apenas 19 modos dos 64 são legítimos.Designa-se esses modos por palavras latinas de três silabas,de modo que:

A vogal da primeira sílaba:Indica a natureza da maior.

Vogal da segunda sílaba:Indica a natureza da menor.

Vogal da terceira sílaba:Indica a natureza da conclusão

NN

ESPÉCIES DE SILOGISMO

Há duas espécies de silogismo:O categórico e o hipotético

Silogismo categórico:É aquele em que a maior afirma ou nega,pura e simplesmente.

Silogismo hipotético:Enuncia na maior,uma hipótese,e na menor,afirma ou nega um dos membros da hipótese.

Silogismo de exposição

Possui apenas forma material do silogismo.Apenas expõe sucessivamente os elementos duma verdade complexa,não constituindo uma demonstração.No silogismo categórico real,o termo médio é universal,enquanto no silogismo de exposição é singular.

Ex:

OO

Formas de silogismo hipotético

a)Silogismo condicional:a Maior é composta de duas proposições,em que uma antecedente,enuncia a condição da consequente.

Regras:

PP

b)Silogismo disjuntivo:A maior enuncia uma disjunção completa,tal que os termos sejam contraditórios.

QQ

Regra:A disjunção deve ser verdadeiramente completa,ou seja,os membros devem ser verdadeiramente contraditórios.

c)Silogismo conjuntivo:A maior declara que dois predicados não podem ser afirmados simultaneamente do mesmo sujeito.

Ex:

WW

Regra:

WW

Redução

YY

Silogismo hipotético e silogismo categórico

É possível reduzir um silogismo hipotético o categórico desde que o antecedente e o consequente tenham o mesmo sujeito.

SILOGISMOS INCOMPLETOS E COMPOSTOS

Entinema:É o silogismo que tem uma das premissas subentendida.

Ex:

ZZ

EPIQUEREMA:Nesse silogismo,uma ou ambas as premissas são seguidas de provas.

Ex:

AAA

Polissilogismo:Constituído de uma cadeia de silogismos,onde a conclusão de um serve de premissa ao seguinte,ou de menor para o silogismo seguinte.

Ex:

BBB

CCC

Sorites:É uma sequência de proposições encadeada de modo que o atributo da primeira serve de sujeito a segunda,o atributo da segunda serve de sujeito a terceira e assim por diante.

Ex:

FFF

Dilema:É um argumento que prende o adversário a uma alternativa,em que cada uma das partes leva a mesma conclusão.

Regra:Para ser válido deve apresentar na maior uma disjunção completa,considerando todos os casos,e tirar deles uma consequência legitima.

Ex:

DDD

Art III-indução

Definição:Raciocínio pelo qual a inteligência,de dados suficientemente enumerados,infere uma verdade universal.

Ex:

1

Princípios da indução

principio da indução

Indução x Dedução

deduçãoxindução

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-Resumo 7#-Tratado de Filosofia-Tomo I (Lógica e Cosmologia)-Regis Jolivet-Introdução a filosofia(Parte 1)

INTRODUÇÃO GERAL

Art I-Definição de filosofia

A.OBJETIVO MATERIAL E FORMAL DA FILOSOFIA

1.O DESEJO NATURAL DE SABER

-Todo homem tem o desejo inato de saber.

-O desejo de saber é o principio das ciências,cuja finalidade é satisfazer esta curiosidade natural.

-O desejo de saber é essencial ao homem e é universal no tempo e no espaço.

2.DO EMPIRISMO A CIÊNCIA

 

CONHECIMENTO EMPÍRICO CONHECIMENTO CIENTÍFICO
-Fruto do exercício espontâneo da inteligência.

 

-Falta de objetividade,se forma ao acaso por generalização prematura.

 

-Sem ordem nem método.

 

-Constitui o primeiro degrau da ciência.

-Conhecimentos certos,gerais e metódicos.

-Valem para todos os casos em todos os lugares e em todos os tempos.

 

3.O SABER FILOSÓFICO

Objeto material e formal da filosofia.

OBJETO MATERIAL OBJETO FORMAL
-Materialmente a filosofia versa sobre todo o saber real e também,o próprio sujeito que se conhece e os instrumentos pelos quais se constitui a ciência.

 

 

Todo o real,sob o ponto de vista das causas primeiras e dos princípios supremos de todo o real.

 

 

 4.CAUSAS E PRINCÍPIOS

A filosofia é a ciência de todas as coisas pelas causas primeiras (causa eficiente e final) e pelos princípios primeiros (matéria,forma,ato e potencia).

B.FILOSOFIA,CIÊNCIA E SABEDORIA.

1.FILOSOFIA É UMA CIÊNCIA

-Ciência é um conhecimento racional pelas causas e princípios.

-A filosofia é a ciência mais elevada pois:a) É perfeitamente racional e sistemática na busca destas causas e princípios,b) dispõe de método rigoroso,apropriado a seu objetivo formal

-Ao contrária das ciências particulares ,a filosofia busca a explicação absoluta e definitiva de todo o real.

1.FILOSOFIA É UMA SABEDORIA

O próprio da sabedoria é julgar,dirigir e ordenar.

A filosofia julga as ciências a luz da própria filosofia ,dirige as ciências determinado o objetivo próprio de cada uma delas, e ordena o conjunto do saber,definindo hierarquias das ciências,sintetizando os múltiplos efeitos na causa una.

B.OS VÁRIOS CONCEITOS DE FILOSOFIA

1.FILOSOFIA COMO CIÊNCIA DA NATUREZA

Os primeiros filósofos gregos professavam que o objeto da filosofia consistia em descobrir o elemento fundamental das coisas.

2.FILOSOFIA COMO CIÊNCIA PARTICULAR

Alguns filósofos deram a filosofia um objetivo particular,um endereçamento moral ou da conduta humana apenas.

3.FILOSOFIA COMO LÓGICA,ARTE OU MÍSTICA

Algumas doutrinas tendem a fazer da filosofia  um pura construção lógica ,válida independente da experiência,outros ainda a viram como forma de saber místico-intuitivo.

4.FILOSOFIA COMO CIÊNCIA UNIVERSAL PELAS CAUSAS PRIMEIRAS

Os esforços dos antigos filósofos para definir a essência do saber filosófico encontrou seu ponto culminante e Platão e Aristóteles.

5.A DUPLA DIREÇÃO SAÍDA DO CARTESIANISMO

Descartes(sec.XVII) =>Concepção de filosofia como uma espécie de arte com função essencialmente prática.

Nesta concepção a metafísica teria somente a função de dar a ciência uma base julgada sólida e definitiva.

6.A FENOMENOLOGIA

Husserl=>Procura um processo que torna-se possível adquirir verdades fundamentais e sua justificação apodítica,sua regra essencial é ir as própria coisas,eliminando radicalmente toda teoria preconcebida pela real.

7.O EXISTENCIALISMO

Possui como método comum o  da análise ou fenomenologia existencial,a afirmação que a existência tem prioridade sobre a essência.

 

Art II-A FILOSOFIA E AS CIÊNCIAS  

A filosofia depende da experiência sensível mais a ultrapassa,se utiliza das ciências particulares mais delas não depende.

1.FILOSOFIA E EXPERIÊNCIA 

Diferente das ciências da natureza,a filosofia diz respeito aos extremamente gerais,de ordem sensível ou inteligível,cuja apreensão se diz com uma certeza que as ciências positivas não podem obter.

O senso comum é material filosófico experimental, que vem do exercício espontâneo da inteligência, obtendo evidencias imediatas.

 2.FILOSOFIA E  CIÊNCIAS DA NATUREZA

A filosofia se utiliza das ciências particulares,embora delas não dependa.

3.PROBLEMA DOS LIMITES

Onde para a ciência?onde começa a filosofia?Para responder essas perguntas surgem duas concepções:

a)Concepção espacial:Filosofia é o além da ciência,ou seja,existiria um ponto que a ciência de tanto avançar cairia no domínio estritamente filosófico.

Solução:Esta concepção constitui-se um pseudo problema devido a ilusão espacial ou dualista,como se houvesse dois mundos fechados e justapostos.Esta solução é absurdo,pois torna ininteligível a unidade do real.

b)Unidade complexa dos reais:Concepção que considera o metafísico imanente ao sensível,como principio e co-principio do ser.

Como consequência dessa concepção temos que:

-Não há fronteiras entre o sensível e o metafísico.

-A ciência não tem limites.

Art III-FILOSOFIA E FÉ

A.PROBLEMAS DAS RELAÇÕES ENTRE FILOSOFIA E FÉ

1.A FILOSOFIA E A REVELAÇÃO CRISTA

A filosofia sofreu a influência das noções de doutrinas propriamente teológicas.

Problemas a serem resolvidos:

a)A influencia da teologia corrompe a filosofia?

b)O conceito de filosofia cristã é uma noção inteligível?

2.PRINCIPIO DE SOLUÇÃO

a)A filosofia e a teologia possuem métodos radicalmente distintos.A teologia tem como base a autoridade da revelação.No entanto,as verdades propriamente reveladas propriamente racionais podem ser objeto de estudo da filosofia.

b)A especulação filosófica pode ser exercida por filósofos cristãos desde que não haja confusão de métodos entre a filosofia e a teologia.

B.NOÇÃO DE FILOSOFIA CRISTÃ

Se é ou  não é contraditório falar em filosofia cristã:A influência extrínseca e intrínseca da revelação.

 

Art IV-DIVISÃO E MÉTODO DA FILOSOFIA

A.PRICIPIOS DE DIVISÃO

1.A DIVISÃO EM LÓGICA,PSICOLOGIA MORAL E METAFÍSICA

-É a divisão hoje corrente.

-Ordem muito discutível.É mais uma tentativa de distribuição das matérias filosóficas do que uma divisão baseada em princípios.

-Trás portanto graves confusões sobre a natureza das ciências filosóficas e sobre o método da filosofia.

 2.DIVISÃO WOLFIANA

Sec.XVIII

-Expunha a ontologia imediatamente depois da lógica,no começo da lógica especulativa.

-A ontologia e metafísica devem ser reduzidas dos princípios de identidade e da razão suficiente.

-Está concepção deve ser rejeitada por não começar pelos primeiros princípios.

3.ORDEM LÓGICA DO SABER FILOSÓFICO

a)Método analítico sintético:Em oposição ao método analítico de Wolf.

b)Divisão lógica:Divisão das matérias em lógica,filosofia especulativa e filosofia prática.

B.OS DIFERENTES TRATADOS DA FILOSOFIA

AA